Restinga da Marambaia de canoa havaiana: guia completo

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A Restinga da Marambaia é um dos cenários naturais mais impressionantes e menos acessíveis do litoral do Rio de Janeiro. Vista do alto, ela parece uma longa linha de areia separando dois mundos: de um lado, o oceano Atlântico; do outro, as águas protegidas da Baía de Sepetiba.

Entretanto, a Marambaia não é apenas uma praia bonita ou um destino comum para passar o dia. Trata-se de uma extensa formação costeira, com áreas ambientalmente sensíveis, instalações militares, comunidades tradicionais, dunas, vegetação de restinga, manguezais e praias que permanecem relativamente preservadas justamente porque o acesso terrestre é controlado.

Uma das maneiras mais marcantes de conhecer esse trecho do litoral é pelo mar. A Bravus Va’a oferece uma travessia de canoa havaiana até a região da Restinga da Marambaia, partindo da Pedra do Pontal, no Posto 12 da Praia do Recreio. O roteiro possui aproximadamente 30 quilômetros e pode incluir paisagens como a Ilha das Palmas, a Praia do Perigoso, os costões de Barra de Guaratiba e a entrada da Restinga da Marambaia.

Mais do que um passeio turístico, essa é uma atividade de resistência, navegação costeira, cooperação e contato profundo com a natureza. Por isso, exige condicionamento físico, experiência prévia, respeito aos comandos da equipe e uma avaliação criteriosa das condições do oceano.

Neste guia, você entenderá onde fica a Restinga da Marambaia, como funciona a travessia organizada pela Bravus Va’a, qual é a melhor época, quem pode participar, o que levar, quais são os principais cuidados de segurança e por que não é permitido circular livremente por todas as áreas da região.

Onde fica a Restinga da Marambaia?

A Restinga da Marambaia está localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro. Sua longa faixa de areia se estende a partir da região de Barra de Guaratiba e separa parte da Baía de Sepetiba do oceano Atlântico.

Com aproximadamente 40 quilômetros de extensão, a formação atravessa áreas relacionadas aos municípios do Rio de Janeiro, Itaguaí e Mangaratiba. A porção mais próxima de Barra de Guaratiba é estreita e arenosa, enquanto o extremo oeste se alarga e forma a chamada Ilha da Marambaia.

Uma restinga é formada pela deposição gradual de sedimentos, principalmente areia, transportados e reorganizados pela ação das ondas, correntes, ventos e variações do nível do mar. Ao longo do tempo, esse processo cria faixas costeiras capazes de separar parcialmente uma baía do oceano.

Na Marambaia, essa longa barreira natural foi fundamental para a configuração da Baía de Sepetiba. Além disso, o lugar abriga diferentes ambientes, incluindo praias oceânicas, dunas, lagoas, áreas periodicamente alagadas, vegetação arbustiva, florestas de restinga e manguezais.

Estudos científicos realizados na região identificam uma importante diversidade de plantas, insetos, répteis, aves e outros animais. Consequentemente, qualquer atividade realizada em suas proximidades deve adotar uma postura de mínimo impacto ambiental.

A Restinga da Marambaia é aberta ao público?

Essa é uma das dúvidas mais comuns sobre o destino. Ao contrário de praias urbanas como Recreio, Barra da Tijuca, Copacabana ou Ipanema, grande parte da Restinga da Marambaia não possui acesso público terrestre livre.

A região abriga instalações administradas pelas Forças Armadas, incluindo estruturas do Exército Brasileiro e da Marinha do Brasil. Parte da área é utilizada para treinamento, avaliação de equipamentos e outras atividades militares. Por esse motivo, existem setores com circulação controlada e regras específicas de acesso.

Portanto, não é correto acreditar que basta chegar a Barra de Guaratiba e seguir caminhando por toda a restinga. Para o visitante comum, não existe uma trilha turística pública que atravesse livremente seus aproximadamente 40 quilômetros.

Também é importante compreender que chegar pelo mar não concede automaticamente autorização para desembarcar em qualquer praia, caminhar por áreas militares ou entrar em instalações controladas. Os pontos de aproximação, parada e eventual desembarque precisam respeitar as orientações das autoridades, as condições de segurança e o planejamento da equipe responsável pela atividade.

Na travessia promovida pela Bravus Va’a, o roteiro é conduzido por profissionais experientes, e as decisões sobre navegação e parada são tomadas de acordo com as condições do dia e com as restrições existentes. A proposta é conhecer a paisagem pelo mar, e não invadir áreas controladas.

A Restinga da Marambaia também possui comunidades tradicionais

Embora muitas fotografias transmitam a impressão de um território vazio, a Marambaia também possui uma história humana profunda. Comunidades tradicionais, formadas por descendentes de antigos moradores e trabalhadores da região, mantêm vínculos históricos com a pesca artesanal, com o território e com os recursos naturais locais.

Em 2014, após anos de negociações, a comunidade quilombola da Ilha da Marambaia conquistou o reconhecimento de seu direito territorial. Essa presença precisa ser lembrada sempre que se fala em turismo ou exploração da região.

Desse modo, visitar a Marambaia exige respeito não somente ao meio ambiente e às autoridades militares, mas também às pessoas que vivem no território. Casas, embarcações de pesca, áreas de trabalho e espaços comunitários não devem ser tratados como atrações turísticas.

Um turismo responsável observa a paisagem sem transformar moradores em parte do cenário. Além disso, não fotografa pessoas sem permissão, não entra em propriedades, não abandona resíduos e não interfere nas atividades locais.

Como funciona a travessia da Restinga da Marambaia com a Bravus Va’a?

A Travessia de Canoa Havaiana até a Restinga da Marambaia parte da base da Bravus Va’a na região da Pedra do Pontal, próxima ao Posto 12 da Praia do Recreio dos Bandeirantes.

O percurso divulgado possui aproximadamente 30 quilômetros e é realizado em canoa havaiana de seis lugares, conhecida como OC6. O tempo efetivamente remando pode variar entre três horas e meia e quatro horas e meia, enquanto toda a programação, incluindo preparação, briefing, paradas e organização final, pode ocupar aproximadamente cinco horas.

Entretanto, esses números são apenas referências. No oceano, a duração nunca deve ser tratada como uma promessa rígida. Direção do vento, período e altura das ondas, corrente, ritmo da equipe, estado da arrebentação e necessidade de paradas podem alterar significativamente o tempo de percurso.

Saída da Pedra do Pontal, no Recreio

A experiência começa cedo, normalmente na região do Pontal do Recreio. Antes de entrar na água, os participantes recebem um briefing com orientações sobre técnica, comandos da canoa, organização dos bancos, segurança e procedimentos em caso de emergência.

A saída pela praia exige atenção especial. Mesmo quando o oceano parece calmo visto da areia, a arrebentação pode apresentar séries de ondas, corrente lateral e variações repentinas. Portanto, o embarque precisa ser coordenado pelo leme e pelos instrutores.

Navegação pelo litoral selvagem do Rio

Depois de superar a arrebentação do Recreio, a canoa segue em direção ao oeste, navegando pela costa da Prainha, Grumari, Ilha das Palmas, Praia do Perigoso e Barra de Guaratiba.

Dependendo das condições do dia e do planejamento da organização, podem ser feitas paradas estratégicas para hidratação, alimentação, reorganização da tripulação e contemplação.

A Ilha das Palmas e a Praia do Perigoso estão entre os pontos que podem integrar o roteiro. Contudo, nenhuma parada deve ser considerada obrigatória. Se o mar não permitir uma aproximação segura, a equipe poderá alterar o planejamento.

Chegada à região da Restinga da Marambaia

Ao se aproximar de Barra de Guaratiba, o remador começa a perceber a mudança da paisagem. A entrada da Baía de Sepetiba, os canais, os manguezais e a longa faixa arenosa da Marambaia formam um cenário bastante diferente das praias abertas do Recreio e de Grumari.

O ponto final da atividade é definido conforme o roteiro anunciado, as condições ambientais e as regras de acesso. Isso significa que a experiência não deve ser interpretada como autorização para desembarcar ou circular livremente por áreas militares.

O principal objetivo é completar a travessia com segurança, conhecer a região a partir do mar e vivenciar a cooperação necessária para deslocar uma canoa havaiana ao longo de aproximadamente 30 quilômetros.

A travessia é de ida e volta?

Um detalhe essencial é que a travessia pode ser realizada em formato linear. Ou seja, a saída acontece no Recreio e a chegada ocorre na região de Barra de Guaratiba ou da Restinga da Marambaia, sem que a canoa necessariamente retorne pelo mesmo caminho com os participantes.

Por isso, a logística de retorno precisa ser confirmada antes da atividade. Dependendo da programação, o participante poderá precisar organizar transporte terrestre a partir do ponto de chegada.

Não deixe essa questão para ser resolvida depois de remar 30 quilômetros. Pergunte antecipadamente:

  • qual será o ponto exato de chegada;
  • se haverá transporte de retorno;
  • se o translado está incluído no valor;
  • onde será possível trocar de roupa;
  • como os pertences pessoais serão transportados;
  • qual é a previsão de encerramento da atividade;
  • o que acontecerá se o roteiro precisar ser alterado.

Uma travessia bem planejada não termina quando a proa toca a areia. Ela termina quando todos os participantes e equipamentos chegam ao destino final com segurança.

Quem pode participar da travessia?

A Travessia da Restinga da Marambaia é classificada pela Bravus Va’a como uma atividade difícil, indicada para maiores de 18 anos e para pessoas em boas condições de saúde.

Embora não seja necessário ser atleta profissional, o participante precisa ter resistência para remar durante várias horas. Além disso, deve compreender que uma OC6 avança pelo esforço coletivo. Quando um remador para repetidamente ou não consegue acompanhar o ritmo mínimo, todo o grupo é afetado.

Entre as características recomendadas estão:

  • experiência prévia em canoa havaiana;
  • condicionamento cardiorrespiratório adequado;
  • resistência muscular para algumas horas de remada;
  • capacidade de nadar em ambiente de mar;
  • conforto com balanço, ondas e navegação distante da areia;
  • capacidade de seguir comandos rapidamente;
  • disposição para cooperar com a equipe;
  • ausência de problemas de saúde incompatíveis com a atividade.

Pessoas com doenças cardiovasculares não controladas, crises respiratórias frequentes, lesões recentes, recuperação cirúrgica, labirintite intensa ou limitações importantes devem buscar avaliação médica antes de participar.

Além disso, qualquer condição relevante precisa ser informada à organização. Esconder um problema de saúde por medo de perder a vaga pode colocar em risco o próprio participante e toda a tripulação.

Quem nunca remou pode fazer a travessia?

A travessia de aproximadamente 30 quilômetros não é a melhor escolha para uma primeira experiência na canoa havaiana. Embora a OC6 seja uma embarcação estável quando corretamente montada e conduzida, o trajeto envolve mar aberto, longa duração e possibilidade de enfrentar vento, ondas e arrebentação.

Quem ainda não conhece a modalidade deve começar com uma aula experimental de canoa havaiana na Bravus Va’a. Dessa forma, será possível aprender a segurar o remo, executar a entrada da pá, acompanhar a voga, trocar de lado e responder aos comandos do leme.

Depois das primeiras aulas, o remador pode aumentar gradualmente a distância dos treinos. Essa progressão permite desenvolver técnica, resistência e confiança antes de assumir uma travessia longa.

Força de vontade é importante, mas não substitui preparação. No mar, entusiasmo sem condicionamento pode se transformar em exaustão, perda de coordenação, enjoo e dificuldade para colaborar com a equipe.

Qual é a melhor época para conhecer a Restinga da Marambaia de canoa?

A travessia pode ser realizada em diferentes períodos do ano, desde que exista uma janela adequada de navegação. Portanto, não há um único mês que garanta mar calmo e vento favorável.

Do ponto de vista climático, os meses de outono e inverno costumam apresentar temperaturas mais amenas no Rio de Janeiro, o que pode tornar uma remada longa mais confortável. Além disso, o calor extremo e as pancadas típicas de algumas tardes de verão tendem a ser menos frequentes.

Por outro lado, frentes frias e ondulações de sul podem provocar ressaca, ondas de maior período e condições incompatíveis com a travessia. Assim, escolher apenas o mês não é suficiente.

As melhores condições para a travessia

De forma geral, a atividade é favorecida por:

  • vento fraco ou moderado durante a janela prevista;
  • ausência de avisos de ressaca ou vento forte;
  • ondulação compatível com a experiência da equipe;
  • boa visibilidade;
  • arrebentação administrável no Recreio;
  • ausência de tempestades previstas para o período;
  • temperatura adequada para uma atividade prolongada;
  • condições seguras nos possíveis pontos de parada e desembarque.

As saídas pela manhã geralmente ajudam a evitar o calor mais intenso e podem aproveitar um período anterior ao fortalecimento do vento. Entretanto, essa tendência não é uma garantia. Há manhãs com vento forte, ressaca ou tempestade, assim como existem tardes tranquilas.

A decisão deve considerar a previsão meteoceanográfica da Marinha do Brasil, os avisos de mau tempo, previsões locais e a leitura prática feita por quem conhece o litoral.

Por que a travessia pode ser cancelada mesmo com o dia ensolarado?

Muitas pessoas relacionam segurança apenas à presença ou ausência de chuva. No entanto, o céu azul não informa sozinho o estado do oceano.

Uma manhã ensolarada pode apresentar vento forte, ondas de grande período, corrente intensa ou uma arrebentação perigosa. Da mesma forma, uma chuva fraca pode ocorrer com o mar relativamente organizado.

Na canoa havaiana, é necessário observar o conjunto das condições. Uma ondulação distante, gerada por uma tempestade em outra região do Atlântico, pode chegar à costa sem qualquer sinal de mau tempo no céu do Rio.

Além disso, a condição prevista para as primeiras horas pode mudar durante o trajeto. Como a travessia dura várias horas, a equipe precisa analisar não somente a situação da largada, mas também o que poderá acontecer durante a aproximação de Grumari, Barra de Guaratiba e Marambaia.

Consequentemente, a Bravus Va’a pode adiar ou cancelar a atividade até próximo do horário previsto. Essa decisão não deve ser vista como exagero. Em turismo de aventura, segurança significa saber desistir antes que uma condição desconfortável se transforme em emergência.

Principais cuidados de segurança durante a travessia

Use o colete durante toda a atividade

Na travessia da Bravus Va’a, o uso do colete de flutuação é obrigatório. Ele não deve ser retirado porque o mar parece calmo, porque está fazendo calor ou porque o remador sabe nadar.

Em caso de huli, mal-estar, queda na água ou separação momentânea da canoa, o colete ajuda a manter o participante na superfície enquanto a equipe executa o procedimento adequado.

Respeite a autoridade do leme

O banco seis, responsável pelo leme, conduz a canoa e coordena decisões relacionadas à direção, aproximação de ondas, entrada em canais e desembarque. Durante uma situação crítica, todos precisam responder imediatamente.

Questionamentos e sugestões podem ser feitos em momentos adequados. Entretanto, no meio de uma manobra, comandos conflitantes aumentam o risco para a tripulação.

Avise ao primeiro sinal de mal-estar

Enjoo, tontura, dor no peito, falta de ar, câimbra intensa, dor de cabeça ou alteração visual não devem ser escondidos. Quanto mais cedo o instrutor souber, maiores serão as possibilidades de reorganizar a equipe e evitar uma situação mais grave.

Conheça o procedimento de huli

Huli é o termo utilizado para a virada da canoa. Antes da saída, os participantes devem receber orientações sobre como permanecer próximos da embarcação, conferir os companheiros, proteger a cabeça e colaborar com a recuperação da OC6.

A prioridade inicial é sempre a segurança das pessoas. Remos, garrafas e objetos podem ser recuperados depois.

Leve os pertences em embalagem estanque

Mesmo sem uma virada, água pode entrar na canoa por ondas, respingos ou chuva. Celular, documentos, chaves e medicamentos precisam estar protegidos em saco estanque ou embalagem impermeável adequadamente fechada.

Não consuma álcool

Bebidas alcoólicas prejudicam coordenação, julgamento, equilíbrio e capacidade de resposta. O consumo antes ou durante a travessia é incompatível com uma atividade prolongada no oceano.

O que levar para a Travessia da Restinga da Marambaia?

Como o percurso é longo e não conta com estrutura comercial durante a maior parte do caminho, cada participante deve levar itens suficientes para manter hidratação, energia e proteção.

  • pelo menos um litro de água, ou quantidade superior conforme orientação da equipe;
  • bebida isotônica, quando adequada à estratégia de hidratação;
  • frutas, sanduíche leve, barra de cereal ou outro alimento de fácil digestão;
  • camisa com proteção UV;
  • bermuda, legging ou roupa esportiva de secagem rápida;
  • boné, chapéu ou viseira bem ajustada;
  • protetor solar resistente à água;
  • óculos com cordão de segurança;
  • chinelo ou papete;
  • roupa seca para o final da atividade;
  • medicamentos de uso pessoal;
  • saco estanque para celular, documentos e chaves;
  • telefone carregado;
  • disposição para colaborar durante todo o percurso.

Evite levar objetos desnecessários ou itens que não possam molhar. A canoa possui espaço limitado, e bagagens excessivas dificultam a organização.

O remo, o colete de flutuação, a canoa OC6, o briefing e o acompanhamento técnico são fornecidos pela Bravus Va’a conforme as condições da atividade divulgada no momento da reserva.

Como se preparar fisicamente para remar 30 quilômetros?

A preparação deve começar algumas semanas antes da travessia. Fazer apenas um treino forte na véspera não melhora o condicionamento e ainda pode provocar fadiga muscular.

Aumente a distância gradualmente

O remador deve construir uma base com treinos regulares. Inicialmente, pode realizar sessões mais curtas, aumentando progressivamente o tempo de remada até se sentir confortável em atividades prolongadas.

Treine técnica, não apenas força

Uma técnica eficiente reduz o gasto energético e distribui melhor o esforço entre pernas, quadril, tronco, costas e braços. Remar usando apenas os braços provoca fadiga precoce e aumenta a sobrecarga nos ombros.

Inclua fortalecimento muscular

Exercícios para costas, ombros, braços, abdômen, glúteos e pernas ajudam na estabilidade e na transferência de força. Entretanto, o programa precisa respeitar o nível e o histórico de lesões de cada pessoa.

Desenvolva resistência cardiorrespiratória

Caminhada rápida, corrida, bicicleta, natação e outros exercícios aeróbicos podem complementar a preparação. Ainda assim, nenhuma atividade substitui completamente o treino específico de remada.

Durma e alimente-se adequadamente

Na noite anterior, priorize descanso e uma alimentação conhecida. Não experimente suplementos, refeições muito pesadas ou medicamentos sem orientação.

No blog da Bravus Va’a, você encontra outros conteúdos sobre técnica, resistência, segurança, preparação para travessias e evolução na canoa havaiana.

Cuidados ambientais na Restinga da Marambaia

Ambientes de restinga parecem resistentes porque suas plantas convivem com vento, sal, calor e solo arenoso. Contudo, são ecossistemas frágeis diante do pisoteio, da abertura de caminhos, da retirada da vegetação e do descarte de resíduos.

Durante a travessia e nas eventuais paradas, siga algumas regras fundamentais:

  • leve todo o lixo de volta;
  • não abandone restos de alimentos;
  • não retire plantas, conchas, pedras ou madeira;
  • não caminhe sobre dunas ou áreas vegetadas sem autorização;
  • não faça fogueiras;
  • não alimente animais;
  • evite caixas de som e ruídos excessivos;
  • não entre em instalações militares;
  • respeite pescadores e moradores tradicionais;
  • não desembarque em locais proibidos;
  • siga integralmente as orientações dos instrutores.

A beleza da Marambaia está diretamente relacionada ao seu nível de preservação. Portanto, conhecer o lugar não pode significar deixar uma marca negativa nele.

O que torna essa travessia tão especial?

A travessia une vários cenários em uma única experiência. O remador deixa a área urbana do Recreio, passa pelas montanhas e praias preservadas de Grumari, observa costões acessíveis apenas pelo mar, aproxima-se da Praia do Perigoso, atravessa Barra de Guaratiba e chega à paisagem singular da Marambaia.

Além disso, o percurso exige cooperação. Em uma canoa havaiana, seis pessoas precisam remar como uma única unidade. Cada participante possui uma função, mas nenhum banco é mais importante do que o conjunto.

Essa lógica se aproxima dos valores tradicionais da cultura polinésia: respeito ao oceano, confiança na tripulação, disciplina, responsabilidade coletiva e consciência de que a canoa conecta pessoas e territórios.

Ao final de 30 quilômetros, a lembrança mais forte nem sempre é uma fotografia da praia. Muitas vezes, é a sensação de ter enfrentado um desafio real ao lado de uma equipe que precisou trabalhar em harmonia.

Por que fazer a travessia com a Bravus Va’a?

A Bravus Va’a mantém uma base no Pontal do Recreio, onde desenvolve aulas, treinamentos, travessias e experiências no mar. Essa localização permite preparar os remadores em um ambiente dinâmico, com ondas, corrente, vento e diferentes condições de navegação.

Entre os diferenciais da atividade estão:

  • saída organizada a partir do Posto 12 do Recreio;
  • briefing técnico e de segurança;
  • uso obrigatório de colete;
  • acompanhamento por instrutores e lemes experientes;
  • equipamentos revisados;
  • formação técnica dos remadores;
  • avaliação das condições do mar;
  • paradas planejadas conforme a segurança;
  • integração entre esporte, natureza e cultura polinésia;
  • registro fotográfico conforme a programação da atividade;
  • desenvolvimento do espírito de equipe.

Além de oferecer a travessia, a Bravus prepara seus alunos para que possam evoluir com responsabilidade. O remador pode começar em uma aula experimental, participar dos treinamentos regulares e, progressivamente, assumir desafios maiores.

Essa formação é importante porque o objetivo não deve ser apenas completar uma distância. O verdadeiro desenvolvimento inclui técnica, leitura do mar, disciplina, segurança e capacidade de colaborar com diferentes tripulações.

Perguntas frequentes sobre a Restinga da Marambaia

Onde fica a Restinga da Marambaia?

Ela está localizada no litoral sul do estado do Rio de Janeiro e se estende a partir da região de Barra de Guaratiba, separando parte da Baía de Sepetiba do oceano Atlântico.

Qual é o tamanho da Restinga da Marambaia?

A faixa arenosa possui aproximadamente 40 quilômetros de extensão, embora diferentes fontes possam apresentar pequenas variações conforme os pontos considerados.

É possível entrar livremente na Restinga da Marambaia?

Não. Grande parte da região possui acesso terrestre controlado devido à presença de instalações militares, áreas ambientalmente sensíveis e comunidades tradicionais. O acesso ou desembarque em determinados pontos depende de autorização.

Existe uma trilha aberta atravessando toda a restinga?

Não existe uma trilha turística pública e de acesso livre que permita ao visitante comum percorrer toda a Restinga da Marambaia.

A Bravus Va’a oferece travessia até a região?

Sim. A Bravus Va’a oferece uma travessia de aproximadamente 30 quilômetros, saindo da Pedra do Pontal, no Posto 12 do Recreio, e seguindo pelo litoral até a região da Restinga da Marambaia.

Quanto tempo dura a travessia?

O tempo de remada costuma variar entre três horas e meia e quatro horas e meia. Considerando briefing, preparação, paradas e organização final, a programação pode ocupar aproximadamente cinco horas.

A travessia é indicada para iniciantes?

Não é recomendada como primeira experiência na modalidade. O ideal é realizar uma aula experimental, participar de treinos e desenvolver condicionamento antes de enfrentar aproximadamente 30 quilômetros em mar aberto.

Precisa saber nadar?

Sim. Embora o colete seja obrigatório, o participante deve saber nadar e sentir-se confortável em ambiente de mar aberto.

Qual é a melhor época?

A melhor data é aquela em que vento, ondas, arrebentação, visibilidade e previsão meteorológica oferecem uma janela segura. Os meses mais amenos podem ser confortáveis, mas nenhuma estação garante mar calmo.

A travessia pode ser cancelada?

Sim. A atividade pode ser adiada ou cancelada quando as condições do mar, do vento ou do tempo não forem consideradas seguras.

O retorno ao Recreio está incluído?

Como o roteiro pode ser linear, a logística de retorno deve ser confirmada diretamente com a Bravus Va’a no momento da reserva.

Posso desembarcar em qualquer praia da Marambaia?

Não. Existem áreas com acesso controlado. Os participantes devem desembarcar somente nos pontos autorizados e indicados pela equipe responsável.

Viva a Travessia da Restinga da Marambaia com a Bravus Va’a

Remar do Pontal do Recreio até a região da Restinga da Marambaia é uma oportunidade de conhecer um lado pouco visto do litoral carioca. Ao longo do caminho, a cidade urbanizada fica para trás e dá lugar a ilhas, costões, praias selvagens, canais e ecossistemas costeiros preservados.

Entretanto, essa experiência precisa ser vivida com preparação, segurança e respeito. Não se trata apenas de chegar ao destino, mas de compreender o oceano, colaborar com a tripulação e reconhecer a importância ambiental, histórica e cultural da Marambaia.

Se você já possui experiência e condicionamento, consulte as próximas datas da Travessia de Canoa Havaiana até a Restinga da Marambaia.

Caso ainda esteja começando, agende primeiro uma aula experimental de canoa havaiana na Bravus Va’a. Assim, você poderá aprender os fundamentos, conhecer os protocolos de segurança e iniciar sua preparação para as grandes travessias.

Venha remar com a Bravus Va’a e descubra o Rio de Janeiro por um caminho que começa na areia, atravessa o oceano e termina em uma das paisagens mais extraordinárias do litoral fluminense.