Ilhas Tijucas de canoa havaiana: guia completo

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As Ilhas Tijucas estão entre os destinos marítimos mais impressionantes e, ao mesmo tempo, menos conhecidos do Rio de Janeiro. Localizadas diante da Barra da Tijuca, entre a saída do Canal da Joatinga e o litoral de São Conrado, elas formam um conjunto de ilhas rochosas cercadas pelo oceano Atlântico, com águas que podem ficar extremamente transparentes nos dias favoráveis.

Vistas da praia, as ilhas parecem relativamente próximas. Entretanto, chegar até elas utilizando exclusivamente a força dos remadores é um desafio completamente diferente. A Bravus Va’a realiza uma travessia de canoa havaiana até as Ilhas Tijucas, saindo da Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, em um percurso de aproximadamente 40 quilômetros entre ida e retorno.

Durante a expedição, os participantes acompanham o nascer do sol, percorrem as praias do Recreio, Reserva e Barra da Tijuca, atravessam áreas de mar aberto e chegam a um arquipélago marcado por paredões de pedra, aves marinhas, tartarugas e uma vista privilegiada da cidade.

Contudo, essa não é uma atividade turística comum. A distância, a exposição ao vento, as ondas, a circulação de embarcações motorizadas e a presença de lajes rochosas exigem planejamento, experiência e acompanhamento técnico.

Neste guia completo, você entenderá onde ficam as Ilhas Tijucas, quais ilhas compõem o arquipélago, como funciona a travessia da Bravus Va’a, qual é a melhor época, quem pode participar, como se preparar e quais cuidados ambientais e de segurança devem ser adotados.

Onde ficam as Ilhas Tijucas?

As Ilhas Tijucas estão localizadas em frente à Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De acordo com informações turísticas da Riotur, o conjunto encontra-se a poucos quilômetros da costa, sendo o Canal da Joatinga um dos pontos de saída mais próximos para embarcações motorizadas.

Entretanto, a travessia oferecida pela Bravus Va’a não começa na Joatinga. A saída ocorre na Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes, o que transforma o passeio em uma verdadeira expedição costeira, com cerca de 40 quilômetros no percurso completo.

Ao longo da rota, os remadores acompanham uma grande extensão da orla carioca. De um lado aparecem as praias do Recreio, Reserva e Barra da Tijuca. Do outro, o horizonte permanece completamente aberto para o Atlântico.

Conforme a canoa se aproxima das ilhas, também se destacam a Pedra da Gávea, o Morro Dois Irmãos, o Maciço da Tijuca e, em condições de boa visibilidade, outros pontos conhecidos da paisagem do Rio de Janeiro.

Quais ilhas formam o arquipélago das Tijucas?

Existe alguma variação na maneira como o conjunto é descrito. Tecnicamente, as ilhas Alfavaca e Pontuda são frequentemente chamadas de Ilhas Tijucas. Juntamente com a Ilha do Meio, elas formam o arquipélago das Tijucas.

O Projeto Ilhas do Rio, que desenvolve pesquisas e ações de conservação no litoral carioca, descreve o conjunto formado pelas ilhas do Meio, Alfavaca e Pontuda. As três são pequenas, rochosas e cercadas por áreas importantes para a fauna marinha.

Ilha Pontuda

A Ilha Pontuda recebe esse nome por causa de sua formação mais elevada e facilmente reconhecível. Nela existe um sinal de auxílio à navegação marítima, conhecido popularmente como farol da Ilha Pontuda.

Ao redor da ilha existem pedras, recifes e lajes que exigem atenção redobrada. A aproximação nunca deve ser feita de maneira improvisada ou somente com base no aspecto visual da superfície.

Ilha Alfavaca

A Alfavaca possui paredões rochosos, vegetação costeira e áreas submersas frequentadas por mergulhadores. Em condições favoráveis, suas águas podem apresentar boa visibilidade, permitindo observar peixes, tartarugas e formações rochosas abaixo da superfície.

Entretanto, transparência não significa ausência de corrente ou ondas. O mar pode parecer convidativo e, ainda assim, apresentar deslocamentos de água, ondulação refletida nas pedras e dificuldade para um reembarque seguro.

Ilha do Meio

A Ilha do Meio completa o arquipélago e também é caracterizada por formações graníticas e vegetação adaptada ao ambiente marinho. Sua posição contribui para a formação de canais e áreas aparentemente protegidas entre as ilhas.

Esses canais podem oferecer águas mais tranquilas em determinadas condições, mas também podem concentrar corrente, embarcações e ondulações provenientes de direções diferentes.

Por que as Ilhas Tijucas ficaram famosas?

Nos últimos anos, as Ilhas Tijucas passaram a aparecer com maior frequência em vídeos, fotografias aéreas e roteiros de turismo náutico. Seu visual rochoso, a proximidade com a cidade e a possibilidade de encontrar águas transparentes fizeram com que o destino recebesse apelidos como “Caribe carioca”.

No entanto, a aparência da água varia bastante. Depois de períodos de chuva, ventos fortes ou mudanças nas correntes, a visibilidade pode diminuir. Portanto, nenhuma operadora responsável deve prometer água cristalina em todas as datas.

Entre os principais atrativos das Ilhas Tijucas estão:

  • formações rochosas monumentais;
  • águas transparentes em condições favoráveis;
  • possibilidade de observar tartarugas e aves marinhas;
  • vista diferenciada da Pedra da Gávea e da orla do Rio;
  • prática de mergulho, natação, canoagem e stand up paddle;
  • sensação de isolamento mesmo diante de uma grande cidade;
  • canais e recantos formados entre as ilhas;
  • contato direto com o ambiente oceânico.

Apesar da crescente popularidade, as Ilhas Tijucas ainda não possuem estrutura turística convencional. Não existem quiosques, banheiros, postos de salvamento ou áreas preparadas para receber grandes grupos.

Consequentemente, quem visita o arquipélago deve levar tudo o que precisa e retirar integralmente seus resíduos.

Como chegar às Ilhas Tijucas?

Não existe acesso por terra. Para chegar às Ilhas Tijucas é necessário utilizar o mar.

As formas mais comuns são:

  • barcos e lanchas que saem da região do Canal da Joatinga;
  • embarcações de mergulho;
  • caiaques e pranchas de stand up paddle, com planejamento adequado;
  • canoas havaianas conduzidas por equipes experientes;
  • expedições esportivas organizadas por clubes especializados.

Embora a distância a partir do Canal da Joatinga possa parecer pequena, a travessia não deve ser subestimada. O trajeto atravessa uma área com circulação de lanchas, jet skis, barcos de pesca e outras embarcações.

Além disso, vento e corrente podem dificultar bastante o retorno de caiaques, pranchas e canoas individuais. Por isso, não é recomendável tentar chegar sozinho, sem conhecimento do trecho e sem um plano de emergência.

Como é a travessia da Bravus Va’a para as Ilhas Tijucas?

A Travessia de Canoa Havaiana para as Ilhas Tijucas oferecida pela Bravus Va’a começa na base do clube na Pedra do Pontal, no Recreio dos Bandeirantes.

O roteiro completo possui aproximadamente 40 quilômetros e inclui o deslocamento até o arquipélago e o retorno. A programação total pode ocupar cerca de seis horas, considerando preparação, briefing, entrada e saída pela arrebentação, paradas, hidratação e tempo de permanência próximo às ilhas.

Entretanto, a duração pode mudar de acordo com:

  • condição da arrebentação no Pontal;
  • direção e velocidade do vento;
  • altura, período e direção das ondas;
  • corrente marítima;
  • ritmo da tripulação;
  • circulação de embarcações;
  • necessidade de alterar a rota;
  • condição dos locais de aproximação.

Saída da Pedra do Pontal

A atividade começa cedo, geralmente aproveitando as primeiras horas do dia. Antes da entrada na água, os participantes recebem orientações sobre técnica, segurança, comandos, funcionamento da canoa e procedimentos em caso de huli, a virada da embarcação.

A saída pelo Pontal exige coordenação. Os remadores precisam transportar a canoa, posicionar-se rapidamente e responder aos comandos do leme para ultrapassar a arrebentação.

Mesmo em dias aparentemente tranquilos, podem surgir séries de ondas maiores. Por isso, ninguém deve entrar na canoa ou iniciar a remada antes da autorização dos responsáveis.

Recreio e Praia da Reserva

Depois da saída, a tripulação segue em direção à Praia da Reserva. Esse trecho oferece uma visão privilegiada do litoral ainda pouco ocupado entre Recreio e Barra da Tijuca.

Dependendo da direção da ondulação, a canoa pode navegar mais próxima ou mais afastada da costa. A rota é escolhida pelo leme e pela coordenação da atividade, levando em consideração segurança, conforto e eficiência.

Travessia diante da Barra da Tijuca

Ao longo da Barra, a tripulação começa a perceber o verdadeiro tamanho da travessia. A distância acumulada aumenta, enquanto as Ilhas Tijucas surgem progressivamente no horizonte.

Nesse trecho, a equipe precisa manter regularidade. Não adianta começar em um ritmo excessivamente forte e perder rendimento antes de chegar às ilhas. A eficiência depende de técnica, sincronismo, hidratação e distribuição inteligente do esforço.

Chegada às Ilhas Tijucas

A aproximação é um dos momentos mais marcantes da experiência. As ilhas, que pareciam pequenas vistas da praia, revelam grandes paredões de pedra, vegetação e canais formados entre as rochas.

Nos dias favoráveis, a água permite observar partes do fundo e animais passando ao lado da canoa. Tartarugas, peixes e aves marinhas podem ser avistados, embora nenhum encontro com a fauna possa ser garantido.

A parada é realizada somente quando as condições permitem. Corrente, ondulação, tráfego de embarcações e proximidade das pedras precisam ser avaliados antes de qualquer permanência ou entrada na água.

O retorno ao Pontal

Chegar às Ilhas Tijucas representa somente metade do desafio. A tripulação ainda precisa retornar ao Recreio.

Essa etapa merece atenção especial porque os remadores já acumularam fadiga. Além disso, o vento pode aumentar ao longo da manhã, alterando o comportamento do mar.

Por isso, a equipe deve preservar energia durante a ida, alimentar-se corretamente e comunicar imediatamente qualquer sinal de indisposição.

A travessia para as Ilhas Tijucas é indicada para iniciantes?

Apesar de utilizar uma canoa estável de seis lugares, a travessia de 40 quilômetros não deve ser tratada como uma primeira aula.

A pessoa que nunca remou ainda não conhece os movimentos básicos, as trocas de lado, os comandos, a postura e a dinâmica de uma tripulação. Durante uma atividade longa, a falta de técnica provoca fadiga precoce e pode sobrecarregar ombros, braços e coluna.

A recomendação é começar por uma aula experimental de canoa havaiana na Bravus Va’a. Depois disso, o aluno pode participar de treinamentos regulares e aumentar progressivamente a distância.

Para a travessia, espera-se que o participante apresente:

  • experiência prévia em canoa havaiana;
  • bom condicionamento cardiorrespiratório;
  • resistência para várias horas de remada;
  • capacidade de nadar em ambiente de mar;
  • conforto com ondas, balanço e águas profundas;
  • capacidade de seguir comandos rapidamente;
  • disposição para colaborar com a equipe;
  • bom estado geral de saúde.

A decisão final sobre a participação deve considerar o histórico do remador, seu condicionamento e a avaliação da equipe responsável.

Qual é a melhor época para visitar as Ilhas Tijucas?

As Ilhas Tijucas podem ser visitadas durante todo o ano. Contudo, a melhor data não é definida apenas pela estação, mas pela combinação de vento, ondas, visibilidade, chuva e tráfego marítimo.

Verão

No verão, os dias são mais longos e quentes. Entretanto, o calor intenso aumenta a necessidade de hidratação e proteção solar. Também há maior possibilidade de pancadas de chuva, tempestades e fortalecimento da brisa marítima durante a manhã e a tarde.

Além disso, férias e finais de semana ensolarados podem aumentar significativamente a circulação de lanchas, barcos e jet skis ao redor das ilhas.

Outono

O outono pode oferecer temperaturas mais confortáveis e alguns períodos prolongados de estabilidade. Entretanto, a passagem de frentes frias pode produzir vento forte e ondulações de sul.

Portanto, o fato de a previsão indicar sol não significa necessariamente que o mar estará adequado.

Inverno

Durante o inverno, as temperaturas mais amenas ajudam em uma atividade longa. Também podem ocorrer dias de excelente visibilidade atmosférica.

Por outro lado, ondulações geradas por sistemas distantes podem chegar ao litoral carioca e provocar ressaca, mesmo quando o tempo está aberto.

Primavera

A primavera apresenta variações rápidas, com dias tranquilos alternados com vento, calor e instabilidade. A análise das condições precisa ser atualizada próximo da saída.

A melhor janela de navegação

Independentemente do mês, as melhores condições costumam envolver:

  • vento fraco ou moderado;
  • ausência de avisos de ressaca;
  • ondulação compatível com a experiência da equipe;
  • boa visibilidade;
  • arrebentação administrável no Pontal;
  • baixa possibilidade de tempestades;
  • rota segura para ida e retorno;
  • circulação marítima que possa ser monitorada.

Antes de navegar, é importante consultar a previsão meteoceanográfica do Centro de Hidrografia da Marinha e os avisos de mau tempo da Marinha do Brasil.

Contudo, aplicativos e boletins não substituem a experiência prática de quem conhece o trecho.

Principais riscos da travessia para as Ilhas Tijucas

Distância e fadiga

Quarenta quilômetros exigem resistência. A fadiga reduz a qualidade da remada, a coordenação e a capacidade de responder rapidamente a uma situação inesperada.

Por isso, o ritmo precisa ser controlado desde o início.

Vento durante o retorno

Uma condição comum no litoral é o aumento do vento ao longo da manhã. Quando isso acontece, a volta pode ser consideravelmente mais difícil do que a ida.

A análise precisa considerar a previsão para todas as horas da atividade, e não somente o momento da largada.

Tráfego de lanchas e jet skis

A proximidade do Canal da Joatinga faz com que o entorno das ilhas receba embarcações de diferentes tamanhos e velocidades.

Uma canoa havaiana possui baixa altura sobre a água e pode ser menos visível para condutores distraídos. Por essa razão, a tripulação deve permanecer agrupada, manter vigilância e seguir a rota definida pelo leme.

Pedras e lajes submersas

A região possui formações rochosas visíveis e submersas, especialmente nas proximidades da Ilha Pontuda. A quebra das ondas sobre uma laje pode aparecer somente em determinados momentos.

A aproximação deve respeitar as cartas, as normas locais e o conhecimento de quem conduz a canoa.

Ondulação refletida

Quando as ondas atingem os paredões das ilhas, parte da energia retorna em outra direção. Isso pode produzir um mar cruzado e irregular, mesmo em áreas aparentemente protegidas.

Entrada na água

Nadar perto das ilhas exige cuidado. Correntes, pedras, ouriços, ondas e circulação de embarcações podem criar riscos que não são evidentes para quem observa de dentro da canoa.

O participante somente deve entrar no mar quando houver autorização e supervisão da equipe.

Protocolos de segurança adotados pela Bravus Va’a

A segurança começa antes da saída. Na travessia organizada pela Bravus Va’a, os participantes recebem um briefing técnico e utilizam equipamentos revisados.

Entre os principais procedimentos estão:

  • uso obrigatório de colete durante toda a travessia;
  • verificação das canoas, remos, iakos e amarrações;
  • orientação sobre comandos e comunicação;
  • instruções sobre o procedimento de huli;
  • monitoramento das condições do mar;
  • acompanhamento por lemes e instrutores experientes;
  • organização das tripulações de acordo com experiência e condicionamento;
  • possibilidade de adiamento ou cancelamento por segurança;
  • proibição do consumo de álcool antes ou durante a atividade;
  • obrigação de comunicar cansaço, dor ou indisposição.

A Marinha do Brasil recomenda que os navegantes consultem as condições meteorológicas antes de sair e verifiquem rigorosamente os equipamentos de salvatagem. Em uma travessia oceânica, essas medidas são fundamentais.

O leme é a autoridade da canoa

Durante a navegação, o responsável pelo leme define direção, ritmo, posicionamento e manobras. Em uma emergência ou aproximação de embarcação, os comandos precisam ser obedecidos imediatamente.

A canoa não funciona bem quando seis pessoas tentam tomar decisões diferentes. Comunicação clara e confiança no comando fazem parte da segurança.

O que levar para a travessia das Ilhas Tijucas?

A travessia é longa e ocorre sem estrutura de apoio ao longo do percurso. Portanto, cada remador deve organizar seus itens com antecedência.

  • pelo menos um litro de água ou a quantidade indicada pela organização;
  • bebida isotônica, quando adequada à estratégia individual;
  • frutas, barras, sanduíches leves ou outro alimento conhecido;
  • camisa com proteção UV;
  • bermuda, legging ou roupa de secagem rápida;
  • boné, viseira ou chapéu bem preso;
  • protetor solar resistente à água;
  • óculos com cordão de segurança;
  • chinelo ou papete;
  • roupa seca para depois da atividade;
  • medicamentos de uso pessoal;
  • saco estanque para celular, documentos e chaves;
  • telefone com bateria carregada;
  • espírito de equipe e disposição para colaborar.

Evite algodão, mochilas pesadas, objetos soltos e equipamentos eletrônicos sem proteção. Mesmo sem ocorrer um huli, ondas e respingos podem molhar completamente o interior da canoa.

Como se preparar fisicamente para remar 40 quilômetros?

A preparação precisa ser progressiva. Não é possível construir resistência para uma travessia longa em poucos dias.

Participe regularmente dos treinos

Treinar uma ou duas vezes antes da expedição pode não ser suficiente. A frequência ajuda o organismo a se adaptar ao gesto da remada, ao tempo sentado e à exigência cardiorrespiratória.

Aumente o volume gradualmente

Antes de enfrentar 40 quilômetros, é recomendável ter experiência em treinos de menor distância e aumentar o volume de forma planejada.

Essa progressão também permite testar hidratação, alimentação, roupas e comportamento diante do enjoo.

Melhore a eficiência técnica

Quanto melhor a técnica, menor o desperdício de energia. Uma remada eficiente utiliza pernas, quadril, tronco, costas e braços de forma coordenada.

Quem tenta realizar todo o movimento somente com os braços tende a perder rendimento rapidamente.

Fortaleça o corpo inteiro

Exercícios de força para costas, ombros, braços, abdômen, glúteos e pernas ajudam na estabilidade e na transferência de potência.

Contudo, o fortalecimento deve respeitar o histórico de lesões e a orientação de um profissional de educação física.

Descanse antes da travessia

Evite treinos intensos na véspera. Durma adequadamente, hidrate-se e faça refeições conhecidas. Não experimente novos suplementos ou alimentos imediatamente antes de uma remada longa.

É possível desembarcar nas Ilhas Tijucas?

As Ilhas Tijucas não possuem praias convencionais, píeres ou estruturas preparadas para desembarque. A maior parte do contorno é formada por pedras, algumas escorregadias e expostas às ondas.

Consequentemente, desembarcar pode ser difícil, perigoso e ambientalmente inadequado. O impacto do pisoteio também pode afetar a vegetação e áreas utilizadas por aves.

A experiência de canoa havaiana deve priorizar a contemplação a partir da água. Qualquer aproximação, parada ou eventual acesso às pedras precisa ser decidido pelos responsáveis de acordo com o mar e com a preservação ambiental.

Nunca pule da canoa ou tente subir nas pedras por iniciativa própria.

Fauna e biodiversidade das Ilhas Tijucas

O arquipélago abriga uma biodiversidade relevante. Levantamentos divulgados pelo Projeto Ilhas do Rio apontam a presença de mais de 200 espécies de peixes na região, além de tartarugas, aves e mamíferos marinhos.

Entre os animais que podem ser observados estão:

  • tartarugas-verdes;
  • peixes de diferentes tamanhos;
  • biguás;
  • gaivotas e outras aves costeiras;
  • arraias;
  • golfinhos, eventualmente;
  • outros animais marinhos de passagem.

O avistamento nunca é garantido. Animais silvestres não seguem horários turísticos e não devem ser perseguidos.

Quando uma tartaruga, ave ou golfinho aparecer, mantenha distância, reduza o ruído e permita que o animal escolha seu caminho.

Como preservar as Ilhas Tijucas?

A crescente visitação trouxe preocupações ambientais. Pesquisadores e organizações de conservação alertam para impactos relacionados ao turismo desordenado, à pesca, ao lixo e à poluição transportada pelo mar.

As Ilhas Tijucas foram incluídas na ampliação do Hope Spot das Ilhas Cagarras e Águas do Entorno, iniciativa internacional voltada ao reconhecimento de áreas marinhas importantes. Entretanto, isso não significa que todos os problemas estejam resolvidos.

Cada visitante deve adotar uma postura responsável:

  • leve todos os resíduos de volta;
  • não abandone alimentos ou embalagens;
  • não retire conchas, plantas ou pedras;
  • não alimente animais;
  • não persiga tartarugas ou golfinhos;
  • não toque nos animais durante mergulhos;
  • não suba em áreas utilizadas por aves;
  • evite sons altos;
  • não desembarque sem orientação;
  • utilize recipientes reutilizáveis;
  • recolha qualquer lixo encontrado quando for seguro fazê-lo.

Na cultura polinésia, o oceano não é visto apenas como uma área esportiva. Ele representa caminho, alimento, ancestralidade e conexão entre comunidades. Portanto, remar também significa assumir responsabilidade pelo ambiente.

Por que fazer essa travessia com a Bravus Va’a?

A Bravus Va’a mantém bases de canoa havaiana na Barra da Tijuca e no Pontal do Recreio, oferecendo aulas para iniciantes, treinamentos, passeios, eventos corporativos e travessias de longa distância.

A base do Recreio proporciona contato regular com ondas, vento, corrente e arrebentação, preparando os alunos para os desafios encontrados no oceano.

Entre os diferenciais da travessia para as Ilhas Tijucas estão:

  • saída organizada da Pedra do Pontal;
  • percurso de aproximadamente 40 quilômetros;
  • briefing técnico antes da atividade;
  • uso obrigatório de colete;
  • equipamentos revisados;
  • acompanhamento de instrutores experientes;
  • formação de equipes equilibradas;
  • monitoramento das condições oceânicas;
  • desenvolvimento técnico dos remadores;
  • valorização do espírito coletivo;
  • contato com a cultura polinésia;
  • registros em fotos e vídeos conforme a programação.

Além disso, a Bravus trabalha a evolução progressiva. Quem ainda não possui experiência pode começar por uma aula, ingressar nos treinos e desenvolver a preparação necessária para futuras expedições.

Para conhecer os planos e horários, acesse a página para associar-se à Bravus Va’a na Barra da Tijuca ou no Recreio.

Também vale acompanhar o blog de canoa havaiana da Bravus Va’a, com conteúdos sobre técnica, segurança, cultura, equipamentos, treinamento e turismo de aventura.

Perguntas frequentes sobre as Ilhas Tijucas

Onde ficam as Ilhas Tijucas?

Elas ficam diante da Barra da Tijuca, entre o Canal da Joatinga e o litoral de São Conrado, no Rio de Janeiro.

Quais ilhas formam o arquipélago?

As ilhas Alfavaca e Pontuda são conhecidas como Ilhas Tijucas. Juntamente com a Ilha do Meio, formam o arquipélago das Tijucas.

Como chegar às Ilhas Tijucas?

O acesso é exclusivamente marítimo, por barco, lancha, embarcação de mergulho, caiaque, stand up paddle ou canoa havaiana.

A Bravus Va’a oferece travessia para as Ilhas Tijucas?

Sim. A Bravus Va’a realiza uma travessia de aproximadamente 40 quilômetros, saindo da Pedra do Pontal, no Recreio, seguindo até as ilhas e retornando.

Quanto tempo dura a atividade?

A programação total pode ocupar aproximadamente seis horas. O tempo varia conforme o mar, o vento, o ritmo da equipe e as paradas.

A travessia é indicada para iniciantes?

Não é recomendada como primeira experiência na modalidade. O ideal é fazer uma aula experimental e participar de treinamentos antes de enfrentar 40 quilômetros.

Precisa saber nadar?

Sim. Embora o colete seja obrigatório, o participante precisa saber nadar e sentir-se confortável em mar aberto.

Qual é a melhor época para visitar?

As ilhas podem ser visitadas durante todo o ano. A melhor data depende da combinação de vento, ondas, chuva, visibilidade e condições da arrebentação.

A água está sempre cristalina?

Não. A transparência muda conforme chuva, vento, correntes, ondulação e outras condições oceanográficas.

É possível desembarcar?

O desembarque não é garantido e pode ser perigoso, pois as ilhas são rochosas e não possuem píeres ou praias estruturadas. Qualquer aproximação deve seguir as orientações da equipe.

Existem banheiros ou quiosques?

Não. As Ilhas Tijucas não possuem estrutura turística permanente. O visitante precisa levar água, alimentação e trazer todos os resíduos de volta.

É possível ver tartarugas e golfinhos?

Sim, esses animais podem ser avistados na região, mas nenhum encontro é garantido. A fauna deve ser observada a distância e sem perseguição.

A atividade pode ser cancelada?

Sim. A travessia pode ser adiada ou cancelada quando vento, ondas, ressaca, chuva, visibilidade ou outras condições representarem risco.

Viva a Travessia das Ilhas Tijucas com a Bravus Va’a

Remar da Pedra do Pontal até as Ilhas Tijucas é uma oportunidade de conhecer o Rio de Janeiro a partir de uma perspectiva completamente diferente. Durante o percurso, a tripulação acompanha o litoral, observa a cidade se transformar ao longe e chega a um conjunto de ilhas cercadas pelo oceano.

Entretanto, a verdadeira experiência não está apenas no destino. Ela está nas horas de remada, na cooperação, na superação da distância e na confiança construída dentro da canoa.

Se você já possui experiência e condicionamento, consulte as próximas datas da Travessia de Canoa Havaiana para as Ilhas Tijucas.

Caso ainda esteja começando, agende uma aula experimental de canoa havaiana na Bravus Va’a. Assim, você aprende os fundamentos, conhece os protocolos de segurança e inicia sua preparação para participar das grandes travessias.

Venha remar com a Bravus Va’a e descubra as Ilhas Tijucas pelo caminho mais desafiador, humano e inesquecível: a força de uma equipe movendo a canoa pelo oceano.