Um bom remo de canoa havaiana não é apenas uma peça utilizada para movimentar a canoa. Ele representa a principal conexão entre o remador e a água. Por meio dele, a força produzida pelas pernas, pelo quadril, pelo core, pelas costas e pelos braços é transformada em propulsão.
Consequentemente, pequenas diferenças no formato da lâmina, no comprimento, na flexibilidade do cabo, no ângulo da pá e na distribuição do peso podem modificar completamente a sensação da remada.
Dentro desse universo, os remos Palafamala conquistaram reconhecimento entre remadores de canoa outrigger por unirem construção artesanal, conhecimento havaiano, materiais modernos e uma história profundamente ligada à comunidade de Lahaina, na ilha de Maui.
Mais do que uma fabricante de equipamentos, a Palafamala representa a continuidade de conhecimentos transmitidos entre famílias, remadores e fabricantes de remos. Sua identidade está relacionada à pesca, à convivência comunitária, à cultura do oceano e à formação de Cameron Jacome como remador e artesão.
Atualmente, a linha da marca reúne os remos de propulsão Pala, Moke e Pili, além das versões especiais Lele Moke e Lele Pili. Para o banco 6, a empresa oferece o Pala Steer, um remo de leme disponível com cabo reto ou double bend.
Neste artigo, você conhecerá a história da Palafamala, entenderá a origem de seu nome e verá uma comparação completa entre seus principais modelos para OC1, OC6, treinos de longa distância, regatas e condução da canoa pelo Peperu.
A história da Palafamala Custom Paddles
A história da Palafamala está diretamente ligada a Cameron Jacome, remador, designer e fabricante de remos estabelecido em Lahaina, na ilha de Maui, no Havaí.
Cameron começou a construir remos artesanalmente muito antes de a Palafamala alcançar distribuição internacional. Em uma entrevista publicada pela Outrigger Zone em 2020, ele já era apresentado como um artesão com aproximadamente duas décadas de experiência na fabricação de remos e cerca de dez anos de dedicação profissional em tempo integral.
Entretanto, sua trajetória não começou em uma indústria ou em um laboratório de materiais compostos. Ela nasceu da convivência com remadores e famílias havaianas que já dominavam a arte de construir equipamentos para o oceano.
Cameron aprendeu a fabricar remos com integrantes da família Keahi, especialmente com Kekai Keahi. Além disso, utilizou e admirou remos de madeira produzidos por outros artesãos havaianos, como Malama Chun.
Essa experiência criou uma relação emocional com o equipamento. Para Cameron, utilizar um remo feito por alguém conhecido não significava apenas escolher uma ferramenta eficiente. Também significava representar o fabricante, sua história, sua família e os conhecimentos aplicados naquela peça.
Posteriormente, essa mesma filosofia passou a orientar a Palafamala: produzir um remo tecnicamente eficiente sem romper a ligação entre o equipamento, o artesão e a comunidade que ajudou a construí-lo.
O que significa Palafamala?
O nome Palafamala surgiu das memórias de Cameron com a família Keahi e com a comunidade de Lahaina.
Pala é o nome utilizado naquela região para identificar um peixe de recife. Embora não seja considerado um peixe valorizado em todos os lugares do Havaí, o Pala capturado nos recifes próximos a Mala ocupava um espaço especial nas reuniões familiares descritas por Cameron.
Mala, por sua vez, é o lugar de Lahaina onde a família Keahi possuía uma casa próxima à água e onde aconteciam muitas dessas experiências.
Em ocasiões importantes, como casamentos, funerais, formaturas, aniversários de crianças e grandes encontros comunitários, amigos e familiares se reuniam para pescar e preparar alimentos. O grupo cercava os peixes com redes, mergulhava, levava a captura até a praia e passava o dia limpando e preparando a comida.
Segundo Cameron, eram dias marcados por música havaiana, histórias, risadas, comida e convivência entre pessoas que compartilhavam uma relação profunda com o oceano.
Assim nasceu o nome:
Pala + Mala = Palafamala.
Portanto, o nome não foi criado apenas como uma estratégia comercial. Ele presta homenagem ao peixe, ao lugar e, principalmente, às pessoas que acolheram Cameron e contribuíram para sua formação como remador e fabricante de remos.
O peixe presente no logotipo da marca representa justamente o Pala. Dessa forma, cada remo carrega visualmente uma parte dessa história.
Os três pilares da Palafamala
No site oficial, a Palafamala resume seu posicionamento em três palavras:
- Tradition — tradição;
- Strength — força;
- Quality — qualidade.
A tradição aparece na transmissão de conhecimentos entre artesãos e famílias havaianas. A força está relacionada tanto à construção do equipamento quanto à capacidade de suportar treinos, regatas e condições exigentes. Por fim, a qualidade envolve materiais, acabamento, equilíbrio, flexibilidade e controle da lâmina.
Esses princípios também ajudam a compreender por que a Palafamala continua utilizando madeira em seus remos, mesmo incorporando carbono pré-impregnado e processos modernos de fabricação.
A influência da família Keahi no formato da lâmina
O formato da lâmina Palafamala foi desenvolvido a partir de um desenho criado por Kekai Keahi.
De acordo com Cameron Jacome, a família Keahi produziu diferentes formatos ao longo dos anos. Entretanto, ele se identificou especialmente com uma geometria desenvolvida por Kekai depois de uma participação no Hawaiki Nui Va’a, em 2005.
Inicialmente, os remos produzidos por Cameron apresentavam a parte traseira da lâmina completamente plana. Posteriormente, ele acrescentou uma concavidade extremamente suave, descrita como um raio de 15 graus.
Essa pequena alteração tinha como objetivo aumentar o chamado bite, ou seja, a capacidade da lâmina de se fixar na água sem escorregar excessivamente para trás.
Na prática, uma boa fixação permite que o remador utilize o remo como um ponto de apoio para deslocar a canoa para frente. Essa ideia é central na filosofia da marca: o objetivo não é simplesmente puxar o remo para trás, mas apoiar a lâmina e trazer a canoa em direção ao ponto onde ela foi fixada.
A parceria entre Palafamala e Ozone
Durante muitos anos, os remos Palafamala foram produzidos artesanalmente em pequena escala. Como consequência, a procura cresceu mais rapidamente do que a capacidade de fabricação, e alguns compradores precisavam aguardar longos períodos para receber um equipamento.
Para aumentar a produção sem abandonar o projeto original, Cameron estabeleceu uma parceria com a Ozone, empresa conhecida pela fabricação de canoas e equipamentos de materiais compostos.
A parceria foi apresentada publicamente em 2019. Cameron transmitiu seu processo de construção, suas técnicas e suas preferências a Michael Giblin, Brian Dalbey e à equipe de produção da Ozone.
O objetivo não era transformar o Palafamala em um remo genérico produzido em massa. Pelo contrário, a intenção era preservar a geometria, o equilíbrio e a identidade do projeto enquanto se ampliava sua disponibilidade para comunidades de remadores em diferentes partes do mundo.
Essa colaboração deu origem à geração híbrida atualmente conhecida por combinar madeira selecionada, carbono pré-impregnado, cabo double bend e acabamento de alta precisão.
Como são construídos os remos Palafamala?
Os modelos de linha atuais são apresentados como remos híbridos de carbono e madeira. Em média, pesam aproximadamente 17 onças, equivalentes a cerca de 482 gramas.
Na construção detalhada pela Palafamala e pela Ozone, diferentes materiais desempenham funções específicas.
Madeira de Sitka Spruce
O Sitka Spruce, ou abeto-de-sitka, foi escolhido por oferecer uma boa combinação entre leveza, resistência e flexibilidade. Ele forma uma parte importante da estrutura do cabo.
Longarina de Poplar
Uma longarina central de Poplar ajuda a aumentar a resistência estrutural sem deixar o remo excessivamente pesado ou rígido.
Western Red Cedar
O cedro-vermelho-ocidental é utilizado principalmente na região superior para criar contraste visual e valorizar o acabamento do equipamento.
Revestimento de carbono
A manga de carbono protege o cabo contra impactos, marcas de anéis, desgaste e pequenos danos provocados pelo uso. Segundo a descrição técnica do projeto, a madeira já oferece resistência suficiente, e o carbono atua também como proteção e reforço.
Empunhadura de carbono
A empunhadura superior, conhecida como T-top, passou a ser produzida em carbono pré-impregnado. Cameron utilizava anteriormente madeira, mas buscava um material mais resistente a amassados e ao desgaste frequente.
Equilíbrio, peso e flexibilidade
Um dos diferenciais da Palafamala é a atenção à distribuição do peso.
O ponto de equilíbrio é posicionado aproximadamente um punho acima da lâmina. Essa região coincide com o local onde muitos remadores seguram o cabo durante a braçada.
Consequentemente, o equipamento tende a parecer mais leve durante a recuperação, mesmo que o peso total seja semelhante ao de outros remos híbridos.
A marca também evita extremos de rigidez. Um cabo excessivamente rígido oferece resposta imediata, mas pode transmitir mais impacto para mãos, punhos, cotovelos e ombros. Por outro lado, flexibilidade exagerada pode atrasar a resposta e produzir uma sensação imprecisa.
Por isso, o projeto busca uma flexibilidade moderada: suficiente para suavizar a aplicação da força, mas sem comprometer a conexão com a água.
O que é o cabo double bend?
Todos os principais remos de linha Palafamala utilizam cabo double bend.
Nesse formato, existem duas alterações de alinhamento ao longo do cabo. A primeira está relacionada ao ângulo da lâmina, enquanto a segunda modifica a posição da mão inferior durante a fase de potência.
Para Cameron Jacome, a principal vantagem do double bend é permitir que a mão inferior permaneça mais relaxada. O remador consegue envolver o cabo com toda a mão mais cedo durante a entrada, mantendo o punho em uma posição mais natural.
Entretanto, isso não significa que todos os remadores se adaptem imediatamente. Pessoas acostumadas ao cabo reto podem precisar ajustar:
- o alcance frontal;
- o ângulo de entrada;
- a posição da mão inferior;
- o momento de aplicação da força;
- a trajetória da puxada;
- o instante de retirada da pá.
Portanto, a mudança de equipamento deve ser acompanhada de observação técnica e de um período de adaptação.
Quais são os modelos de remo Palafamala?
O catálogo atual apresenta três geometrias principais de remos de linha:
- Pala Paddle;
- Moke Paddle;
- Pili Paddle.
Além delas, existem as versões Lele Moke e Lele Pili, que preservam as medidas dos modelos correspondentes, porém recebem acabamento visual de edição limitada.
Para direção, a marca oferece o Pala Steer, com opções de cabo reto e double bend.
Comparação dos remos Palafamala
| Modelo | Comprimento da pá | Largura da pá | Área aproximada | Cabo | Uso predominante |
|---|---|---|---|---|---|
| Pala Paddle | 18,25” / 46,4 cm | 9” a 10” / 22,9 a 25,4 cm | Varia conforme a largura | Double bend | OC1, OC6 e uso versátil |
| Pili Paddle | 17,75” / 45,1 cm | 9,125” / 23,2 cm | 120,21 pol² / 775,5 cm² | Double bend | Cadência, longa distância e menor carga |
| Moke Paddle | 18,75” / 47,6 cm | 9,375” / 23,8 cm | 128,88 pol² / 831,5 cm² | Double bend | Mais resistência e potência por ciclo |
| Lele Pili | 17,75” / 45,1 cm | 9,125” / 23,2 cm | 120,21 pol² / 775,5 cm² | Double bend | Mesma geometria do Pili, com design especial |
| Lele Moke | 18,75” / 47,6 cm | 9,375” / 23,8 cm | 128,88 pol² / 831,5 cm² | Double bend | Mesma geometria do Moke, com design especial |
| Pala Steer | 22” / 55,9 cm | 9,125” / 23,2 cm | Não informada | Reto ou double bend | Leme, direção e banco 6 |
Pala Paddle: o modelo mais personalizável
O Pala Paddle é o modelo central da marca. Ele utiliza lâmina de aproximadamente 18,25 polegadas de comprimento e pode ser configurado com diferentes larguras:
- 9 polegadas;
- 9,25 polegadas;
- 9,5 polegadas;
- 9,75 polegadas;
- 10 polegadas.
O catálogo atual informa ângulo final de 11 graus, construção híbrida, cabo double bend e peso médio de 17 onças.
A grande vantagem do Pala está na possibilidade de escolher a quantidade de resistência desejada. A geometria básica permanece semelhante, mas o aumento da largura amplia a área de contato com a água.
Pala de 9 ou 9,25 polegadas
As versões menores oferecem menos resistência no catch. Consequentemente, facilitam o aumento da cadência, a saída rápida e a manutenção da técnica em distâncias maiores.
A própria Palafamala apresenta a versão de 9,25 polegadas como uma escolha frequente para OC1.
Ela pode atender:
- remadores mais leves;
- atletas que preferem cadência alta;
- treinos de longa distância;
- OC1 e canoas individuais;
- pessoas que sentem sobrecarga com pás grandes.
Pala de 9,5 polegadas
A lâmina de 9,5 polegadas é considerada pela fabricante uma opção intermediária e versátil, podendo ser utilizada tanto em OC1 quanto em OC6.
Ela oferece mais apoio do que a versão de 9,25, porém permanece mais fácil de movimentar do que as configurações de 9,75 ou 10 polegadas.
Para muitos remadores, essa medida pode representar um bom equilíbrio entre pressão, cadência e capacidade de sustentar a braçada.
Pala de 9,75 ou 10 polegadas
As versões maiores aumentam a resistência e exigem mais força para manter a velocidade de execução.
A Palafamala relaciona a largura de 9,75 polegadas ao uso em OC6, modalidade na qual o remador precisa deslocar uma embarcação maior e trabalha com a força coletiva da tripulação.
Entretanto, a pá maior não é automaticamente melhor. Ela deve ser utilizada por quem consegue sustentar:
- rotação de tronco;
- entrada completa;
- pressão contínua;
- saída limpa;
- cadência compatível com a equipe;
- técnica durante todo o treinamento.
A versão de 10 polegadas representa a maior carga disponível no Pala e deve ser escolhida com cautela.
Pili Paddle: menor carga e maior agilidade
O Pili Paddle é o menor modelo principal da Palafamala.
Sua lâmina possui:
- 17,75 polegadas de comprimento;
- 9,125 polegadas de largura;
- 120,21 polegadas quadradas de área;
- peso médio de aproximadamente 17 onças.
Comparado ao Moke, o Pili possui uma pá mais curta, mais estreita e com aproximadamente 8,67 polegadas quadradas a menos de área.
Essa redução diminui a resistência em cada ciclo. Consequentemente, o remador pode aumentar a cadência, retirar a lâmina mais rapidamente e preservar a qualidade técnica durante períodos maiores.
O Pili pode ser interessante para:
- remadores com menor força absoluta;
- pessoas de menor massa corporal;
- atletas que utilizam cadências altas;
- treinos e provas de longa distância;
- OC1 e V1;
- equipes que trabalham com trocas rápidas;
- remadores que apresentam queda técnica com pás maiores.
Uma pá menor não deve ser confundida com um equipamento menos eficiente. Quando permite manter a rotação, a postura e a cadência, ela pode produzir uma velocidade média superior àquela obtida com uma pá grande demais.
Moke Paddle: mais área e resistência
O Moke Paddle é maior do que o Pili.
Suas medidas são:
- 18,75 polegadas de comprimento;
- 9,375 polegadas de largura;
- 128,88 polegadas quadradas de área;
- peso médio de aproximadamente 17 onças.
A área maior oferece mais resistência no catch e durante a fase de potência. Portanto, o Moke tende a proporcionar uma sensação mais firme de apoio.
Ele pode funcionar bem para:
- remadores fortes;
- tripulações de OC6;
- ritmos controlados com maior força por ciclo;
- treinos específicos de potência;
- atletas capazes de manter a técnica sob carga;
- condições nas quais se deseja maior pressão na água.
Entretanto, o Moke exige força e resistência muscular. Caso o usuário não consiga movimentar a lâmina com eficiência, poderá começar a flexionar excessivamente os braços, reduzir a rotação do tronco ou atrasar a saída.
Pili ou Moke: qual escolher?
| Característica | Pili | Moke |
|---|---|---|
| Área da pá | 120,21 pol² | 128,88 pol² |
| Resistência no catch | Moderada | Maior |
| Cadência | Mais fácil de acelerar | Tende a ser mais controlada |
| Fadiga | Menor para a maioria | Maior quando falta força |
| Perfil de remador | Leve, técnico ou de cadência alta | Forte e capaz de sustentar carga |
| Aplicação provável | OC1, longa distância e equipes rápidas | OC6, potência e pressão por ciclo |
A escolha não deve ser feita apenas pela força máxima. É necessário avaliar quanto tempo o remador consegue sustentar a pressão sem perder amplitude, sincronização e postura.
Para uma travessia de várias horas, o Pili pode ser mais eficiente mesmo para uma pessoa forte. Por outro lado, em uma equipe de OC6 com braçada potente e controlada, o Moke pode oferecer uma conexão mais adequada.
O que são Lele Moke e Lele Pili?
Os modelos Lele Moke e Lele Pili não representam novas geometrias de desempenho.
O Lele Moke utiliza as mesmas dimensões do Moke:
- 18,75 polegadas de comprimento;
- 9,375 polegadas de largura;
- 128,88 polegadas quadradas de área.
Da mesma forma, o Lele Pili preserva as medidas do Pili:
- 17,75 polegadas de comprimento;
- 9,125 polegadas de largura;
- 120,21 polegadas quadradas de área.
A diferença está principalmente no acabamento de edição limitada. Portanto, a escolha entre Moke e Lele Moke ou entre Pili e Lele Pili deve considerar disponibilidade, design e preferência estética, e não uma suposta diferença de desempenho.
O que é o Peperu na canoa havaiana?
No universo do va’a, Peperu é o remador responsável por conduzir a canoa. Em uma V6 ou OC6 tradicional, ele normalmente ocupa o banco 6.
No Brasil, o termo também é utilizado informalmente para designar o próprio remo de leme.
O Peperu precisa interpretar ondas, vento, corrente, trajetória e comportamento da embarcação. Além disso, deve realizar correções sem frear desnecessariamente a canoa.
Entre suas responsabilidades estão:
- manter a direção;
- antecipar mudanças de vento e corrente;
- conduzir a canoa em ondas;
- executar curvas;
- coordenar manobras;
- comandar a tripulação;
- participar da propulsão quando não estiver corrigindo;
- contribuir para a segurança de todos.
Pala Steer: o remo de leme da Palafamala
O Pala Steer foi desenvolvido para a condução de canoas outrigger.
Suas principais características são:
- lâmina com 22 polegadas de comprimento;
- largura de 9,125 polegadas;
- construção híbrida de carbono e madeira;
- carbono pré-impregnado;
- cabo reto ou double bend;
- comprimentos totais entre 46 e 54 polegadas;
- aprovação conforme as regras da HCRA.
A lâmina mais longa permite manter uma área significativa dentro da água durante correções fortes. Ao mesmo tempo, sua largura relativamente moderada ajuda o Peperu a remar junto com a tripulação sem enfrentar uma resistência exagerada.
Pala Steer de cabo reto
A versão tradicional de cabo reto utiliza ângulo de 5 graus.
Segundo a Palafamala, essa configuração oferece resposta imediata em movimentos como o J-stroke. Além disso, favorece o controle da canoa durante descidas de onda e curvas de regata.
O cabo reto pode agradar Peperus que:
- utilizam técnicas tradicionais de leme;
- preferem uma conexão direta com a lâmina;
- realizam correções frequentes junto ao casco;
- enfrentam mar grande ou ondulação;
- já estão acostumados ao ângulo de 5 graus.
Pala Steer double bend
A versão double bend apresenta ângulo de 7 graus.
Essa diferença aproxima a posição da lâmina daquela utilizada pelos remadores de linha. Consequentemente, o banco 6 pode contribuir para a propulsão de maneira mais natural quando não está realizando correções.
O double bend também tende a manter o punho inferior mais relaxado e pode facilitar movimentos nos quais o remador libera a empunhadura superior para manter a lâmina rente ao casco.
Essa versão pode ser especialmente interessante para:
- Peperus que desejam remar junto com a equipe;
- remadores acostumados a cabos double bend;
- condições de água relativamente plana;
- correções realizadas junto ao fundo ou ao casco;
- movimentos executados com uma das mãos.
Cabo reto ou double bend no Peperu?
| Característica | Cabo reto | Double bend |
|---|---|---|
| Ângulo da lâmina | 5 graus | 7 graus |
| Sensação | Tradicional e direta | Mais próxima do remo de linha |
| J-stroke | Resposta imediata | Exige adaptação |
| Remar com a equipe | Menos natural para alguns usuários | Mais integrado à tripulação |
| Posição do punho | Tradicional | Mais relaxada |
| Condição predominante | Mar, ondas e curvas fortes | Água plana e uso versátil |
Apesar dessas tendências, a escolha depende principalmente da experiência do Peperu. Um remador tecnicamente preparado pode utilizar qualquer uma das versões em diferentes condições.
Por que o Pala Steer tem uma lâmina tão longa?
A pá de 22 polegadas é consideravelmente mais longa do que as lâminas de linha.
Essa característica permite que o Peperu escolha quanto da pá será mergulhado. Em uma pequena correção, ele pode utilizar apenas uma parte da lâmina. Em situações de maior exigência, pode aprofundá-la e aumentar a força aplicada.
Além disso, uma lâmina longa ajuda a manter o controle durante a descida de ondas. O Peperu consegue alcançar água mais estável e manter a superfície do remo atuando sobre a trajetória da canoa.
Por outro lado, o comprimento total precisa ser escolhido com cuidado. Como a pá já possui 22 polegadas, o comprador deve avaliar o tamanho do cabo para preservar sua amplitude habitual.
Qual Palafamala escolher para OC1?
Para OC1, a própria fabricante apresenta o Pala de 9,25 polegadas como uma escolha frequente. A área moderada permite variar a cadência e adaptar a braçada às ondas.
O Pili também pode funcionar muito bem, especialmente para remadores leves, provas longas e atletas que preferem ciclos rápidos.
O Pala de 9,5 polegadas é uma alternativa versátil para quem deseja utilizar o mesmo remo em OC1 e OC6.
Qual Palafamala escolher para OC6?
Na OC6, a prioridade deve ser a sincronização da tripulação.
O Pala de 9,75 polegadas é relacionado pela fabricante ao uso coletivo, pois oferece maior resistência. O Moke também apresenta uma área significativa e pode atender remadores fortes.
Entretanto, o equipamento precisa permitir que o remador acompanhe o ritmo definido pelo banco 1. Uma pá grande demais pode prender a pessoa na água, atrasar a saída e prejudicar a troca.
Portanto, remadores que trabalham com cadências altas ou que participam de travessias longas podem encontrar melhor rendimento com o Pili ou com uma versão menor do Pala.
O maior remo é sempre o melhor?
Não. A escolha deve considerar a menor lâmina capaz de manter uma fixação eficiente sem escorregar excessivamente.
Essa é uma ideia defendida pelo próprio Cameron Jacome. Segundo sua filosofia, o remo precisa oferecer uma fixação honesta: a lâmina permanece estável enquanto a canoa avança.
Quando a pá é grande demais, podem aparecer problemas como:
- perda de cadência;
- flexão precoce dos cotovelos;
- redução da rotação do tronco;
- saída atrasada;
- sobrecarga dos ombros;
- fadiga nos antebraços;
- perda de sincronização;
- queda de desempenho ao longo do treino.
Por isso, o equipamento deve ser escolhido com base na potência sustentável, e não apenas na força máxima.
O que significa HCRA Approved?
Os remos Palafamala são apresentados como aprovados conforme as exigências da Hawaiian Canoe Racing Association.
As regras da HCRA determinam que o remo de competição seja de uma única pá e tenha sua estrutura fundamental moldada em madeira. Entretanto, são permitidos revestimentos e reforços produzidos com fibras, Kevlar, carbono e outros materiais de proteção.
Por isso, a Palafamala utiliza construção híbrida. A madeira continua formando parte essencial do equipamento, enquanto o carbono melhora proteção, resistência e acabamento.
Isso não significa que as mesmas regras sejam aplicadas automaticamente em todas as competições brasileiras. Antes de uma prova, o atleta deve consultar o regulamento da organização responsável.
Como escolher o comprimento do remo?
A altura do remador é apenas uma referência inicial.
Também devem ser considerados:
- comprimento do tronco;
- envergadura;
- largura dos ombros;
- altura do banco;
- largura da canoa;
- tipo de embarcação;
- amplitude da braçada;
- geometria da lâmina;
- técnica da equipe.
Um remo muito comprido pode elevar o ombro, atrasar a saída e dificultar o aumento da cadência. Em contrapartida, um remo curto demais pode gerar entrada superficial e perda de alcance frontal.
O ideal é experimentar diferentes medidas dentro da canoa e pedir que um instrutor observe a entrada, a profundidade, a postura e o momento da saída.
Como cuidar de um remo Palafamala?
Embora o carbono e a madeira laminada ofereçam resistência, impactos e armazenamento inadequado podem reduzir a vida útil do equipamento.
- Lave o remo com água doce depois de remar no mar.
- Retire sal e areia acumulados na lâmina e no cabo.
- Não deixe o equipamento permanentemente exposto ao sol.
- Evite armazená-lo dentro de um carro quente.
- Utilize uma capa acolchoada durante o transporte.
- Não apoie a lâmina diretamente sobre concreto ou pedras.
- Não utilize o remo para empurrar a canoa contra o fundo.
- Observe regularmente as bordas e a união entre pá e cabo.
- Procure sinais de trincas, delaminação ou mudança de som.
- Guarde o equipamento limpo, seco e em local ventilado.
No caso do Pala Steer, a inspeção deve ser ainda mais cuidadosa. Um remo de leme recebe cargas laterais elevadas e precisa funcionar perfeitamente durante manobras e situações de segurança.
A técnica vem antes do equipamento
Mesmo um remo sofisticado não consegue corrigir uma braçada inadequada.
Antes de comprar um Palafamala, o remador precisa desenvolver:
- postura equilibrada;
- alcance frontal seguro;
- entrada completa da pá;
- fixação antes da aplicação de força;
- uso das pernas e do core;
- rotação do tronco;
- saída limpa;
- recuperação relaxada;
- sincronização com a tripulação.
Na Bravus Va’a, o aluno pode começar utilizando os equipamentos do próprio clube. Dessa forma, consegue desenvolver técnica e experimentar diferentes comprimentos antes de investir em um remo próprio.
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Além disso, a Bravus promove passeios turísticos, eventos, treinamentos, clínicas técnicas e travessias de canoa havaiana pelo litoral do Rio de Janeiro.
Quem ainda está conhecendo os fabricantes pode consultar também o guia atualizado dos melhores remos para canoa havaiana.
Vale a pena comprar um remo Palafamala?
Os remos Palafamala podem ser uma excelente escolha para quem valoriza história, construção híbrida, acabamento e possibilidade de selecionar diferentes níveis de resistência.
O investimento faz mais sentido para remadores que:
- já possuem alguma experiência técnica;
- compreendem a diferença entre área e cadência;
- sabem qual comprimento utilizam;
- pretendem remar regularmente;
- buscam um equipamento aprovado pelas regras havaianas;
- valorizam a origem cultural do produto;
- conseguem testar medidas semelhantes antes da compra.
Entretanto, como se trata de um equipamento importado, também devem ser considerados frete, tributação, prazo de entrega, disponibilidade de modelos e possíveis custos de manutenção.
Conclusão: tradição, força e qualidade
A Palafamala não nasceu apenas da intenção de comercializar remos. Sua história surgiu da convivência de Cameron Jacome com a família Keahi, com o oceano de Lahaina e com os encontros comunitários realizados em Mala.
O nome combina o peixe Pala com o lugar onde muitas dessas memórias aconteceram. Ao mesmo tempo, o formato da lâmina preserva conhecimentos transmitidos por Kekai Keahi e aperfeiçoados ao longo de anos de remada e fabricação artesanal.
Na linha atual, o Pala oferece diferentes larguras e grande versatilidade. O Pili reduz a carga e facilita cadências mais altas. O Moke amplia a área e atende remadores que buscam maior resistência. As versões Lele preservam as mesmas geometrias com acabamento especial. Por fim, o Pala Steer oferece soluções específicas para o Peperu, com opções de cabo reto e double bend.
Entretanto, não existe um único modelo ideal para todos. A melhor escolha depende da técnica, da força, da distância, do tipo de canoa e do padrão da equipe.
Mais importante do que selecionar a maior pá é encontrar um remo que permita manter uma fixação eficiente, mover a canoa para frente e repetir a braçada com qualidade durante todo o treinamento.
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Perguntas frequentes sobre os remos Palafamala
Quem criou a Palafamala?
A Palafamala foi criada pelo remador e fabricante de remos Cameron Jacome, de Lahaina, Maui. Ele aprendeu técnicas de construção com a família Keahi e desenvolveu sua própria linha ao longo de muitos anos.
O que significa Palafamala?
O nome combina Pala, um peixe de recife, com Mala, região de Lahaina onde Cameron viveu experiências de pesca, remada e convivência com a família Keahi.
Onde os remos Palafamala são desenvolvidos?
Os projetos foram desenvolvidos em Maui, no Havaí. Posteriormente, a marca estabeleceu uma parceria com a Ozone para ampliar a produção e a distribuição.
Qual é a diferença entre o Pili e o Moke?
O Pili possui 120,21 polegadas quadradas de área e oferece menor resistência. O Moke possui 128,88 polegadas quadradas, produzindo maior carga durante o catch e a fase de potência.
Qual Palafamala é melhor para OC1?
A fabricante relaciona o Pala de 9,25 polegadas ao OC1. O Pili também pode ser uma excelente opção para cadência alta, remadores leves e longas distâncias.
Qual Palafamala é melhor para OC6?
O Pala de 9,75 polegadas e o Moke oferecem mais resistência e podem atender remadores de OC6. Entretanto, a escolha deve respeitar a técnica e a cadência da tripulação.
O que é o Pala Paddle de 9,5 polegadas?
É uma configuração intermediária considerada versátil pela fabricante. Pode ser utilizada tanto em OC1 quanto em OC6.
Lele Moke é diferente do Moke?
A geometria é a mesma. O Lele Moke utiliza acabamento de edição limitada, mas preserva as medidas e a área do Moke tradicional.
Lele Pili é diferente do Pili?
Não em termos de geometria. O Lele Pili possui o mesmo tamanho e a mesma área do Pili, diferenciando-se principalmente pelo design especial.
O que é o Pala Steer?
É o remo de leme da Palafamala. Possui pá de 22 polegadas de comprimento e está disponível com cabo reto de 5 graus ou double bend de 7 graus.
Qual é a diferença entre o Pala Steer reto e double bend?
O cabo reto oferece uma sensação tradicional e resposta direta nas correções. O double bend facilita a posição do punho e permite que o Peperu reme de maneira mais integrada à tripulação.
Os remos Palafamala são feitos somente de carbono?
Não. Eles utilizam construção híbrida, combinando madeiras selecionadas com carbono pré-impregnado e revestimentos de proteção.
O que significa HCRA Approved?
Significa que o remo foi desenvolvido para atender às exigências de construção da Hawaiian Canoe Racing Association, que determina uma estrutura fundamentalmente formada em madeira, permitindo reforços de materiais compostos.
Uma lâmina maior é sempre mais rápida?
Não. Uma pá maior oferece mais resistência, mas também pode reduzir a cadência e aumentar a fadiga. O melhor tamanho é aquele que permite manter uma fixação eficiente e uma técnica consistente.
Onde consultar os modelos oficiais?
Os modelos e configurações podem ser consultados no site oficial da Palafamala Custom Paddles.
Onde conhecer melhor a história da marca?
A história da Palafamala e sua parceria de fabricação podem ser conhecidas no material publicado pela Outrigger Zone.


