Canoa não é democracia em situação crítica


Foto Ilustrativa
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Canoa não é democracia em situação crítica

Canoa não é democracia em situação crítica. E quem acha o contrário nunca teve a responsabilidade real de colocar mais de 24 remadores em alto-mar, longe da areia, dependendo de leitura do mar, corrente, preparo físico e, principalmente, decisão.

Como gestor do clube Bravus Va’a, eu preciso deixar algo muito claro: aqui a democracia tem limite. Opinião é bem-vinda no treino em terra, no planejamento, no pós-remada, na café da manhã pós remada. No mar, em condição dura, não. No mar vale protocolo, experiência e liderança. Ponto final.

Entrar ou não entrar no mar quando as condições apertam não é “achismo”, nem voto aberto no grupo de WhatsApp. Existe um protocolo rígido, construído com base em histórico, leitura técnica e responsabilidade. Quem paga essa conta não é o aluno animado, nem o remador empolgado. É o clube. É quem está no leme. Sempre foi assim. Sempre será.

Dentro da canoa, a decisão começa a ser compartilhada apenas com quem tem casca grossa. Os lemes. Remadores experientes, escolhidos a dedo, não por força ou ego, mas por cabeça fria e respeito a procedimento. São eles que ajudam a conduzir os alunos com segurança quando o mar resolve testar quem manda.

E quando dá ruim — porque no mar, às vezes dá — acabou a conversa. Em situação de incidente, como um huli, não existe debate, não existe opinião, não existe “acho que”. Existe protocolo e existe comando. O capitão fala, a tripulação executa. Cem por cento. Sem delay. Sem questionamento. É assim que se evita pânico, erro em cascata e gente machucada.

E vamos ser adultos: se alguém sair ferido, a responsabilidade nunca será “do grupo”. A culpa sempre vai cair no dono do clube e em quem estava no leme comandando a canoa havaiana. A justiça não reconhece democracia em situação crítica. Reconhece comando, dever de cuidado e responsabilidade técnica.

Por isso liderança não é ser amigo, não é bancar o durão, nem agradar todo mundo. Liderança é colocar os remadores na linha quando precisa. É segurar a emoção coletiva. É dizer “não vai” quando todo mundo quer ir. É puxar o freio de mão sabendo que vai frustrar geral — e dormir tranquilo porque fez o certo.

No Va’a raiz, do jeito que sempre foi feito, respeito à hierarquia não é autoritarismo. É sobrevivência. É segurança. É maturidade. Quem entende isso, rema com a gente. Quem não entende… ainda não está pronto para mar grande.

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