Remos Vettore: História, Modelos de Linha e Leme

O remo é o principal ponto de conexão entre o remador, a água e a canoa. Por meio dele, a força produzida pelas pernas, pelo quadril, pelo core e pelas costas é transferida para a água e transformada em deslocamento.

Por esse motivo, escolher um remo de canoa havaiana envolve muito mais do que observar seu peso ou sua aparência. O comprimento, o tamanho da pá, a flexibilidade do cabo, o formato da empunhadura e os materiais utilizados alteram a entrada, a fixação, a fase de potência, a saída e a recuperação.

Nesse cenário, os remos Vettore ganharam espaço entre remadores brasileiros por combinarem madeira, construção artesanal, laminação com fibra de vidro ou carbono e alto nível de personalização.

A oficina trabalha com remos destinados à canoa polinésia, incluindo:

  • remos de linha em madeira;
  • remos de madeira laminados com fibra de vidro;
  • remos híbridos de madeira e carbono;
  • remos com estampas personalizadas;
  • cabos retos;
  • cabos curvos;
  • cabos curvos em ângulo;
  • remos específicos de leme ou Peperu.

Entretanto, existe uma característica importante: a Vettore não opera com um catálogo industrial rígido no qual cada produto apresenta obrigatoriamente um nome comercial, uma única área e um peso exato.

A produção é artesanal e pode ser ajustada conforme o comprimento desejado, o formato da pá, o tipo de cabo, os materiais e a função do equipamento. Portanto, este artigo compara as principais configurações construtivas divulgadas pela marca.

A história da Vettore Remos

A história pública da Vettore Remos está ligada a Paulo e Saulo Vettore, artesãos cariocas que transformaram o conhecimento de marcenaria e a proximidade com a canoa havaiana em uma produção especializada de remos.

Paulo Roberto é apresentado em guias brasileiros como responsável pelo atendimento e pela fabricação. Já Saulo aparece ao seu lado nos registros da oficina, nas demonstrações de produção e em uma série de reportagens sobre a construção artesanal de remos.

Em 2023, Paulo e Saulo colaboraram com uma série de quatro artigos publicada pela Paddle News, explicando a jornada da madeira bruta até o equipamento final. Os textos apresentaram desde a seleção das espécies e os primeiros cortes até a laminação com fibra de vidro, a aplicação de resina epóxi e o acabamento com verniz.

Essa participação é especialmente relevante porque mostra que a Vettore não se limita a vender o produto pronto. A marca também compartilha conhecimento sobre materiais, colagens, modelagem, resistência e conservação.

A oficina na Ilha do Governador

A Vettore está localizada na Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, com referências comerciais ao bairro de Tubiacanga.

A localização aproxima a oficina de uma região cercada pela Baía de Guanabara, onde existem clubes, praias, canais, canoagem, pesca e diferentes atividades náuticas.

Além de facilitar o contato com remadores, esse ambiente permite que os equipamentos sejam desenvolvidos dentro da realidade brasileira, considerando calor, umidade, água salgada, transporte urbano, uso em clubes e travessias costeiras.

Uma produção familiar

A presença de Paulo e Saulo reforça o caráter familiar da marca. O nome Vettore não representa apenas um produto, mas também a identidade dos artesãos responsáveis pelo trabalho.

Ao contrário de uma produção automatizada em grande escala, cada remo passa por diferentes etapas de corte, colagem, prensagem, modelagem, laminação e acabamento.

Consequentemente, dois equipamentos podem apresentar pequenas diferenças naturais de tonalidade, desenho dos veios e distribuição de peso.

Essas variações não significam necessariamente falta de qualidade. Elas fazem parte da construção artesanal. Contudo, precisam ser consideradas por equipes que desejam padronizar vários remos para competição.

Da madeira tradicional ao carbono

Os primeiros conteúdos sobre a Vettore destacavam principalmente remos de madeira protegidos por tecido de fibra de vidro e resina epóxi.

Posteriormente, a produção passou a incorporar fibra de carbono. Publicações recentes apresentam remos híbridos com interior de madeira e acabamento ou reforço de carbono.

Essa evolução permite combinar:

  • a sensação e a flexibilidade da madeira;
  • a proteção da fibra de vidro;
  • a rigidez localizada do carbono;
  • a resistência da resina epóxi;
  • a personalização visual.

Assim, a Vettore preserva a identidade artesanal sem permanecer limitada a uma construção exclusivamente tradicional.

Como são fabricados os remos Vettore?

A produção de um remo artesanal exige várias etapas. Não basta recortar uma lâmina e instalar um cabo. A resistência final depende da escolha da madeira, do sentido das fibras, das colagens, da espessura e da proteção contra a entrada de água.

1. Escolha das madeiras

A Vettore utiliza diferentes madeiras nacionais, incluindo referências como:

  • caxeta;
  • cedro;
  • canela;
  • cerejeira;
  • imbuia;
  • freijó;
  • pinho, conforme a disponibilidade e a aplicação.

As madeiras não são utilizadas somente pela aparência. Cada espécie apresenta características próprias de:

  • densidade;
  • peso;
  • flexibilidade;
  • resistência;
  • facilidade de colagem;
  • estabilidade diante da umidade.

Madeiras mais claras costumam ser utilizadas nas regiões em que é interessante reduzir peso. Já peças mais densas podem aparecer em reforços, bordas, empunhaduras ou detalhes de marchetaria.

Madeira “autorizada pelo Ibama”: o que isso realmente significa?

Algumas matérias antigas afirmam que as madeiras utilizadas seriam “autorizadas pelo Ibama”. Tecnicamente, a expressão precisa ser compreendida com cautela.

O Ibama não concede uma autorização genérica para que uma espécie seja utilizada em qualquer produto. O que precisa ser comprovado é a origem legal da matéria-prima, respeitando os sistemas de controle, transporte e rastreabilidade aplicáveis.

O Documento de Origem Florestal e o sistema DOF+ são instrumentos utilizados para acompanhar produtos florestais sujeitos ao controle. Portanto, ao comprar um remo de madeira, é válido perguntar ao fabricante sobre a procedência da matéria-prima.

2. Definição dos moldes

Depois da seleção das madeiras, são escolhidos os moldes da pá e do cabo.

A Vettore trabalha com diferentes opções de:

  • pá de linha;
  • pá de leme;
  • cabo reto;
  • cabo curvo;
  • cabo curvo em ângulo.

Essa etapa determina grande parte do comportamento do equipamento.

Uma pá larga oferece maior resistência, enquanto uma pá menor pode facilitar a cadência. Já a curvatura do cabo modifica o alinhamento entre as mãos e a lâmina.

3. Corte das peças

As lâminas de madeira são cortadas conforme o desenho escolhido. Cada componente precisa respeitar proporções e espessuras que permitam a colagem e a modelagem posteriores.

O cabo e a pá não começam como uma peça única. Eles são formados por diferentes elementos de madeira, que serão unidos progressivamente.

4. Colagem do cabo

As peças que formam o cabo são aplainadas e coladas. A construção laminada permite combinar madeiras e controlar o sentido das fibras.

A colagem precisa utilizar um produto resistente à água. Na série publicada pela Paddle News, a Vettore cita o uso de adesivo epóxi industrial.

Cada conjunto permanece prensado por aproximadamente 24 horas antes de seguir para a etapa seguinte.

5. Colagem das peças da pá

As ripas que formarão a lâmina também são unidas sob pressão. Nessa etapa, diferentes cores de madeira podem ser combinadas para produzir desenhos únicos.

6. União da pá com o cabo

Depois de preparados separadamente, cabo e pá são unidos. Essa região é um ponto crítico, porque concentra grande parte das forças durante a remada.

Uma união mal executada pode provocar trincas ou separação dos componentes. Por isso, espessura, encaixe, adesivo e tempo de cura precisam ser controlados.

7. Tala de segurança

A Vettore utiliza uma faixa transversal de madeira na pá, chamada de tala de segurança.

Essa peça atravessa as ripas que formam a lâmina e ajuda a reduzir o risco de propagação de uma trinca na direção das colagens.

A tala também precisa ser colada e permanecer prensada durante o período de cura.

8. Recorte e modelagem da pá

Com a estrutura bruta montada, o desenho da pá é riscado e recortado.

Em seguida, plainas, raspadores, lixadeiras e lixas manuais são utilizados para:

  • reduzir o peso;
  • afinar as bordas;
  • modelar as faces;
  • retirar excessos de cola;
  • criar o perfil hidrodinâmico.

Essa é uma das etapas que mais exige experiência. Retirar material demais pode fragilizar a pá. Retirar pouco pode deixar o remo pesado ou espesso.

9. Modelagem do cabo

O cabo é trabalhado até assumir um formato ovalado e confortável.

O perfil oval pode ajudar o remador a identificar a orientação da pá sem olhar para ela. Além disso, permite uma pegada mais natural do que um tubo completamente redondo em determinadas configurações.

10. Laminação com fibra de vidro ou carbono

Depois da modelagem, a pá e parte do cabo podem receber tecido de fibra de vidro ou carbono com resina epóxi.

A fibra de vidro oferece:

  • proteção da madeira;
  • resistência contra abrasão;
  • reforço das colagens;
  • barreira adicional contra umidade;
  • boa relação entre custo e durabilidade.

Já o carbono pode ser utilizado para:

  • aumentar a rigidez;
  • reforçar a pá;
  • proteger regiões submetidas a maior carga;
  • produzir resposta mais direta;
  • modernizar o acabamento.

Cada face precisa curar antes do lixamento e da aplicação das próximas camadas.

11. Resina, lixamento e verniz

Após a cura, são utilizadas lixas d’água de diferentes gramaturas para nivelar as superfícies e retirar arestas.

Finalmente, o remo recebe camadas de verniz, aumentando a proteção contra água, sol e desgaste.

12. Punho marchetado

Um dos detalhes visuais da Vettore é o punho produzido com sobras dos recortes das pás.

As pequenas peças são combinadas em uma marchetaria colorida, reduzindo o desperdício e criando uma empunhadura exclusiva.

O reaproveitamento não elimina completamente a geração de resíduos da marcenaria, mas representa uma forma interessante de utilizar parte do material que seria descartado.

Quais são os principais modelos da Vettore?

A marca não publica uma tabela permanente com nomes comerciais fixos. Portanto, é mais correto organizar os equipamentos pelas construções e funções encontradas nas publicações.

Configuração Construção predominante Peso divulgado Uso principal
Remo de linha tradicional Madeira, fibra de vidro e resina epóxi Historicamente entre 600 e 650 g OC6, aulas, treinos e longa distância
Remo de linha com cabo curvo Madeira laminada, vidro ou carbono Aproximadamente 650 g nas publicações recentes OC6, treinos regulares e competição
Remo híbrido madeira e carbono Interior de madeira e reforço ou revestimento de carbono Confirmar conforme o pedido Remadores intermediários e avançados
Remo personalizado Madeira, fibra e tecido estampado Varia conforme acabamento Identidade individual, clubes e equipes
Leme tradicional Madeira com fibra de vidro ou carbono Aproximadamente 750 g nas publicações recentes Banco 6 e direção da canoa
Leme híbrido Interior de madeira com reforços compostos Confirmar conforme a construção Peperus, mar aberto e travessias

Os pesos representam médias divulgadas e não especificações absolutas. Comprimento, tamanho da pá, quantidade de madeira, carbono, estampa e verniz podem alterar o resultado.

Remo Vettore tradicional de madeira e fibra de vidro

O remo tradicional preserva a madeira como principal elemento estrutural, recebendo tecido de fibra de vidro e resina epóxi para proteção.

Essa construção reúne características interessantes para uso regular:

  • resposta progressiva;
  • alguma flexibilidade no cabo;
  • proteção contra umidade;
  • boa resistência ao desgaste;
  • possibilidade de reparo;
  • visual artesanal.

Para quem pode ser indicado?

  • remadores iniciantes;
  • alunos de clubes;
  • praticantes recreativos;
  • remadores de OC6;
  • participantes de travessias;
  • pessoas que preferem uma resposta menos rígida.

A flexibilidade da madeira pode tornar a aplicação de força menos abrupta. Isso não significa que o remo eliminará dores ou lesões, mas pode produzir uma sensação diferente daquela encontrada em cabos integrais de carbono.

Remo híbrido de madeira e carbono

A configuração híbrida preserva madeira no interior e utiliza carbono em regiões externas ou estruturais.

O objetivo é combinar características dos dois materiais.

O que a madeira oferece?

  • flexibilidade progressiva;
  • sensação natural;
  • absorção de parte das vibrações;
  • visual artesanal;
  • possibilidade de diferentes combinações.

O que o carbono pode oferecer?

  • maior rigidez localizada;
  • proteção da lâmina;
  • resposta mais direta;
  • reforço de áreas submetidas a carga;
  • acabamento moderno.

Entretanto, o simples uso de carbono não garante que o remo seja mais leve. O peso depende da quantidade de fibra, resina, madeira e verniz.

Para quem o híbrido pode funcionar?

  • remadores intermediários e avançados;
  • atletas que desejam resposta mais firme;
  • competidores;
  • pessoas que não querem abandonar a madeira;
  • remadores que buscam maior resistência na pá.

Remos Vettore personalizados

A marca divulga a possibilidade de utilizar estampas personalizadas.

O comprador pode solicitar combinações de cores, desenhos e acabamentos para criar um equipamento individual ou padronizar uma equipe.

Entretanto, personalização não deve ser avaliada apenas pela aparência.

Antes do pedido, confirme:

  • se a estampa é laminada ou aplicada superficialmente;
  • se modifica o peso;
  • se utiliza fibra de vidro ou carbono;
  • qual será o acabamento final;
  • como realizar eventuais reparos;
  • se a arte possui resolução adequada.

Uma equipe também deve evitar escolher modelos muito diferentes apenas para criar variedade visual. Padronização de comprimento, pá e flexibilidade pode ser mais importante do que ter seis estampas distintas.

Cabo reto, curvo ou curvo em ângulo?

Cabo reto

O cabo reto apresenta um alinhamento simples entre a empunhadura e a pá.

Pode agradar:

  • remadores acostumados à geometria tradicional;
  • praticantes de V1;
  • Peperus que realizam correções em vários ângulos;
  • pessoas que preferem uma referência previsível.

Cabo curvo

O cabo curvo modifica o alinhamento das mãos e pode ajudar a posicionar a pá durante a fase de potência.

Entre seus benefícios potenciais estão:

  • posição confortável dos punhos;
  • boa orientação da lâmina;
  • aplicação progressiva da força;
  • controle da entrada.

Cabo curvo em ângulo

A versão curva em ângulo utiliza uma geometria mais marcada. Seu comportamento depende da posição das curvas e do comprimento total.

Ela pode favorecer determinados estilos de remada, mas exige adaptação. O comprimento de um remo curvo não deve ser escolhido automaticamente com base na medida utilizada em um cabo reto.

Qual formato de cabo é melhor?

Não existe uma resposta universal.

O melhor formato depende de:

  • técnica;
  • mobilidade dos punhos;
  • comprimento do remo;
  • altura do banco;
  • largura da canoa;
  • modalidade;
  • preferência pessoal.

O ideal é testar cada geometria na água antes de encomendar.

O que é o Peperu?

No va’a taitiano, Peperu é o remador responsável pela condução da canoa. Em documentos da Federação Taitiana de Va’a, o termo aparece acompanhado da palavra francesa barreur, que significa timoneiro ou condutor.

Em uma V6 ou OC6, o Peperu normalmente ocupa o banco 6.

No Brasil, a palavra também passou a ser utilizada informalmente para identificar o próprio remo de leme.

Entre as responsabilidades do Peperu estão:

  • manter a trajetória;
  • interpretar vento, corrente e ondas;
  • antecipar mudanças de direção;
  • executar curvas;
  • controlar a canoa no surfe;
  • evitar correções excessivas;
  • comandar a tripulação;
  • remar junto com a equipe quando possível;
  • contribuir para a segurança.

Remo de leme Vettore

O remo de leme Vettore utiliza uma pá maior e uma construção reforçada para suportar o trabalho de direção.

Publicações recentes da oficina indicam peso aproximado de 750 gramas para os lemes disponíveis.

Esse valor é superior aos aproximadamente 650 gramas divulgados para remos de linha com cabo curvo. A diferença é coerente com a necessidade de:

  • maior área de pá;
  • estrutura reforçada;
  • resistência a cargas laterais;
  • proteção contra contato com o casco;
  • cabo capaz de suportar alavancas.

Por que o leme precisa ser maior?

O Peperu não utiliza toda a pá em todas as correções.

Em uma pequena mudança de trajetória, apenas uma parte da lâmina pode ser mergulhada. Em uma curva forte, uma frenagem ou uma condição de vento lateral, uma área maior será utilizada.

A lâmina mais comprida oferece maior variedade de profundidade e autoridade sobre a canoa.

Por que o leme precisa ser reforçado?

Um remo de linha recebe principalmente uma carga frontal de propulsão.

O leme também recebe:

  • torção;
  • pressão lateral;
  • alavanca contra a borda;
  • frenagem;
  • mudanças rápidas de direção;
  • impactos repetidos.

Por isso, um leme pode ser mais pesado sem que isso represente necessariamente uma desvantagem.

Remo de linha e leme Vettore: comparação

Característica Remo de linha Remo de leme
Função principal Propulsão Direção e propulsão auxiliar
Peso recente divulgado Aproximadamente 650 g Aproximadamente 750 g
Menor e voltada à cadência Maior e mais longa
Carga predominante Tração frontal Tração, torção e pressão lateral
Reforço Equilíbrio entre peso e resistência Maior necessidade estrutural
Uso Bancos de propulsão Banco 6 e condução

Posso utilizar um remo de linha Vettore como leme?

Em uma emergência, um remo de linha pode ajudar a executar pequenas correções.

Entretanto, seu uso contínuo como leme não é recomendado.

Os principais problemas são:

  • área insuficiente para controlar uma OC6;
  • carga lateral excessiva;
  • risco de trinca no cabo;
  • desgaste da pá;
  • danos na união entre cabo e lâmina;
  • perda de controle em condições de vento ou corrente.

Em travessias, a equipe deve levar um leme adequado e pelo menos um remo reserva capaz de assumir a direção.

Qual Vettore escolher para OC6?

Na OC6, a escolha precisa considerar o funcionamento coletivo.

Madeira com fibra de vidro

Pode ser interessante para:

  • aulas;
  • treinos regulares;
  • clubes;
  • remadores iniciantes;
  • longas distâncias;
  • pessoas que preferem alguma flexibilidade.

Híbrido de madeira e carbono

Pode atender:

  • equipes competitivas;
  • remadores intermediários e avançados;
  • atletas que desejam resposta mais firme;
  • pessoas que procuram maior proteção da pá.

Leme Vettore

É a configuração apropriada para o banco 6 e para a formação de Peperus.

Entretanto, a equipe precisa testar o tamanho da pá, o comprimento e o formato do cabo antes de utilizá-lo em condições difíceis.

Padronização dos remos da equipe

Em uma equipe competitiva, usar remos completamente diferentes pode prejudicar o sincronismo.

Imagine uma tripulação em que:

  • um remador utiliza uma pá pequena;
  • outro usa uma pá larga;
  • um cabo é rígido;
  • outro é bastante flexível;
  • os comprimentos variam vários centímetros.

O tempo de entrada, a resistência e a saída serão diferentes. Embora todos tentem acompanhar o voga, os equipamentos podem dificultar a harmonia.

Ao encomendar um conjunto Vettore para equipe, solicite padronização de:

  • formato da pá;
  • largura;
  • comprimento;
  • madeiras;
  • laminação;
  • tipo de cabo;
  • peso aproximado.

Qual Vettore escolher para OC1 ou V1?

Em uma canoa individual, o remador precisa alterar rapidamente a cadência conforme as condições.

Um remo tradicional pode oferecer conforto em sessões longas. Já um híbrido com carbono pode proporcionar resposta mais direta durante acelerações.

No V1, a direção é realizada com o próprio remo. Portanto, controle e sensibilidade são fundamentais.

Uma pá grande demais pode dificultar correções rápidas. Por outro lado, um cabo excessivamente flexível pode reduzir a precisão.

Antes de encomendar para V1 ou OC1, informe ao fabricante:

  • modalidade;
  • peso corporal;
  • experiência;
  • comprimento usado atualmente;
  • área aproximada da pá atual;
  • tipo de água em que costuma remar.

Qual Vettore escolher para travessias?

Em uma travessia, potência sustentável é mais importante do que força máxima.

O remador precisa manter:

  • amplitude;
  • rotação do tronco;
  • relaxamento das mãos;
  • saída limpa;
  • cadência da equipe;
  • conforto articular.

Para muitos praticantes, um remo de madeira com flexibilidade moderada pode ser confortável durante várias horas.

O híbrido também pode funcionar, desde que sua rigidez não provoque sobrecarga.

Nas travessias da Bravus Va’a, o equipamento pessoal precisa ser adequado à duração e às condições do percurso. As canoas, remos e coletes são revisados antes da saída, enquanto o mar, o vento e a segurança são avaliados continuamente.

Como escolher o tamanho da pá?

A Vettore não publica uma tabela completa com as áreas de todos os moldes. Portanto, esse dado deve ser solicitado antes da encomenda.

Pá menor

Pode favorecer:

  • cadência elevada;
  • longas distâncias;
  • remadores leves;
  • menor sobrecarga;
  • mudanças rápidas de ritmo.

Pá maior

Pode favorecer:

  • remadores fortes;
  • maior apoio por ciclo;
  • sprints;
  • cadência moderada;
  • treinos de potência.

Entretanto, uma pá grande não faz a canoa andar automaticamente mais rápido.

Quando a carga é excessiva, o remador começa a:

  • flexionar os braços cedo demais;
  • reduzir a rotação;
  • atrasar a saída;
  • perder cadência;
  • sobrecarregar os ombros.

Como escolher o comprimento?

A empunhadura pode ser instalada conforme a medida do usuário. Historicamente, a Vettore oferecia duas possibilidades:

  • o comprador informa sua altura e recebe o remo finalizado;
  • o remo é entregue sem o corte definitivo para que o instrutor ajuste no clube.

A segunda alternativa pode ser mais segura quando existe um treinador experiente disponível.

A altura, entretanto, não deve ser o único critério.

Também precisam ser considerados:

  • comprimento do tronco;
  • envergadura;
  • largura dos ombros;
  • altura do banco;
  • largura da canoa;
  • formato do cabo;
  • tamanho da pá;
  • modalidade.

Sinais de remo muito comprido

  • ombro inferior elevado;
  • entrada distante do casco;
  • dificuldade para mergulhar a pá;
  • saída atrasada;
  • queda de cadência;
  • tensão no pescoço.

Sinais de remo curto demais

  • entrada superficial;
  • perda de alcance;
  • inclinação excessiva do tronco;
  • fase de potência curta;
  • mão inferior muito próxima da lâmina.

Os remos Vettore podem ser utilizados em competições?

A resposta depende do regulamento da prova.

As regras de distância da International Va’a Federation permitem remos de uma pá com qualquer formato, tamanho ou material.

Já a Hawaiian Canoe Racing Association exige que a forma estrutural do remo seja produzida em madeira, embora permita coberturas e reforços com materiais como fibra de vidro, Kevlar e carbono.

Essa regra pode favorecer construções como os remos híbridos da Vettore, que preservam madeira internamente.

Entretanto, não se deve presumir que qualquer unidade será automaticamente aprovada.

Antes da competição, confirme:

  • regulamento da prova;
  • materiais permitidos;
  • construção exata do remo;
  • eventual inspeção;
  • quantidade de remos reservas.

Como cuidar de um remo Vettore?

Lave com água doce

Depois da remada no mar, retire sal, areia e resíduos da pá, do cabo e do punho.

Deixe secar à sombra

O sol e o calor aceleram o envelhecimento da resina, do verniz e das fibras.

Não apoie a pá no concreto

Pisos ásperos podem danificar a borda e abrir caminho para a entrada de água.

Utilize uma capa

A capa acolchoada protege contra batidas durante transporte e armazenamento.

Não deixe dentro do carro

O interior de um veículo fechado pode atingir temperaturas elevadas e danificar o acabamento.

Inspecione regularmente

Observe:

  • trincas;
  • riscos profundos;
  • aberturas no verniz;
  • delaminação;
  • mudança de som na pá;
  • folga na empunhadura;
  • danos na união entre pá e cabo.

Repare rapidamente

Quando o revestimento é rompido, a madeira pode absorver umidade. Portanto, pequenas fissuras precisam ser reparadas antes de voltarem à água.

A técnica deve vir antes da compra

Um remo personalizado não corrige uma braçada inadequada.

Antes de investir em um equipamento próprio, o remador precisa desenvolver:

  • postura equilibrada;
  • alcance frontal seguro;
  • entrada completa;
  • fixação antes da potência;
  • rotação do tronco;
  • participação das pernas e do core;
  • saída limpa;
  • recuperação relaxada;
  • sincronização com a equipe.

Na Bravus Va’a, o iniciante utiliza os equipamentos disponibilizados pelo clube enquanto aprende os fundamentos e desenvolve percepção sobre área, comprimento e flexibilidade.

As aulas acontecem na Barra da Tijuca, nas águas protegidas da Lagoa de Marapendi, e no Pontal do Recreio, onde remadores preparados evoluem em ondas, vento, corrente e mar aberto.

Além das aulas regulares, a Bravus realiza passeios turísticos, clínicas, treinamentos, eventos e travessias, sempre valorizando segurança, espírito de equipe, cultura polinésia, contato com a natureza e formação técnica.

Vale a pena comprar um remo Vettore?

A Vettore pode ser uma opção interessante para quem valoriza:

  • produção artesanal brasileira;
  • contato direto com os fabricantes;
  • madeira aparente;
  • personalização;
  • diferentes formatos de cabo;
  • fibra de vidro ou carbono;
  • remo específico de leme;
  • possibilidade de encomendar sob medida;
  • punho marchetado;
  • produção local no Rio de Janeiro.

Entretanto, a ausência de um catálogo técnico centralizado exige uma conversa detalhada antes do pedido.

Solicite por escrito:

  • formato da pá;
  • largura e comprimento;
  • área aproximada;
  • madeiras utilizadas;
  • tipo de fibra;
  • posição do carbono;
  • peso estimado;
  • comprimento total;
  • tipo de cabo;
  • prazo de produção;
  • condições de garantia.

Conclusão: qual é o diferencial dos remos Vettore?

A Vettore Remos representa uma vertente importante da fabricação brasileira de equipamentos para canoa polinésia: a união entre marcenaria artesanal, personalização e materiais compostos.

A marca está ligada ao trabalho de Paulo e Saulo Vettore, que desenvolveram uma produção no Rio de Janeiro e compartilharam publicamente as etapas de construção.

Seu catálogo pode ser compreendido por meio de diferentes propostas:

  • remo tradicional: madeira, fibra de vidro e resposta progressiva;
  • remo híbrido: interior de madeira com carbono para maior rigidez e proteção;
  • remo personalizado: estampas e combinações individuais;
  • cabos retos ou curvos: diferentes opções de alinhamento;
  • leme Vettore: pá maior e estrutura reforçada para o Peperu.

O melhor remo não será necessariamente o mais leve, o mais rígido ou o mais caro.

Será aquele que permite ao remador:

  • entrar com a pá limpa;
  • fixar sem escorregar;
  • aplicar força utilizando o corpo inteiro;
  • sair no momento correto;
  • acompanhar a equipe;
  • preservar a técnica até o final da atividade.

Aprenda a remar e escolher seu equipamento com a Bravus Va’a

Antes de encomendar um remo sob medida, escolher uma pá maior ou investir em uma construção híbrida, é importante desenvolver experiência real na água.

A Bravus Va’a oferece aulas de canoa havaiana na Barra da Tijuca e no Pontal do Recreio, com remo, colete, briefing de segurança e acompanhamento técnico.

Na Lagoa de Marapendi, iniciantes encontram águas protegidas para aprender postura, entrada, tração, saída e sincronia.

No Pontal, remadores preparados desenvolvem habilidades relacionadas a ondas, vento, corrente e mar aberto.

Além das aulas regulares, o clube promove passeios turísticos, treinamentos, clínicas, eventos e travessias pelo litoral do Rio de Janeiro.

Agende sua aula experimental e venha remar com a Bravus Va’a.

Para comparar outros fabricantes, consulte também o guia de remos para canoa havaiana da Bravus Va’a.

Perguntas frequentes sobre os remos Vettore

Quem fabrica os remos Vettore?

Paulo e Saulo Vettore são os nomes publicamente ligados à fabricação e ao compartilhamento do processo artesanal da marca.

Onde fica a Vettore Remos?

A oficina está localizada na região da Ilha do Governador, no Rio de Janeiro, com referências ao bairro de Tubiacanga.

Quando a Vettore Remos foi fundada?

Não foi encontrada uma data oficial de fundação publicada pela marca. Por isso, não é correto atribuir um ano exato sem confirmação dos responsáveis.

Quais materiais a Vettore utiliza?

A marca trabalha com madeiras nacionais, fibra de vidro, fibra de carbono, resina epóxi e verniz.

Quais madeiras são utilizadas?

Publicações citam caxeta, cedro, canela, cerejeira, imbuia, freijó e pinho, entre outras opções.

Os remos são feitos à mão?

Sim. A produção envolve corte, colagem, prensagem, modelagem, laminação, lixamento e acabamento manual.

Qual é o peso de um remo Vettore?

Publicações recentes indicam aproximadamente 650 gramas para remos de linha com cabo curvo. O peso pode variar conforme a construção.

Qual é o peso do leme Vettore?

Publicações recentes indicam aproximadamente 750 gramas.

A Vettore fabrica remos de carbono?

A marca divulga remos híbridos com interior de madeira e utilização de fibra de carbono.

O remo híbrido é totalmente de carbono?

Não. A configuração divulgada preserva madeira no interior, utilizando carbono como reforço ou revestimento.

Qual é a vantagem da fibra de vidro?

A fibra de vidro protege a madeira, reforça as colagens e aumenta a resistência contra umidade e abrasão.

Qual é a vantagem do carbono?

O carbono pode aumentar a rigidez da pá, proteger regiões estruturais e produzir uma resposta mais direta.

A Vettore oferece estampas personalizadas?

Sim. A personalização aparece nas publicações atuais da marca.

Quais tipos de cabo existem?

As opções documentadas incluem cabo reto, curvo e curvo em ângulo.

A Vettore fabrica remo de leme?

Sim. A marca produz lemes específicos para a condução de canoas coletivas.

Peperu é o nome do remo?

Originalmente, Peperu é o remador responsável pela direção da va’a. No Brasil, o termo também é utilizado para identificar o remo de leme.

Posso usar um remo de linha como leme?

Somente em uma emergência. O remo de linha não possui necessariamente a área e os reforços adequados para o uso contínuo na direção.

Qual é o melhor Vettore para OC6?

O modelo ideal depende da técnica e do objetivo. A construção tradicional pode oferecer conforto, enquanto o híbrido proporciona resposta mais firme.

Qual é o melhor para travessias?

Para muitos remadores, uma construção com flexibilidade moderada e uma pá de área sustentável pode ser mais eficiente durante várias horas.

Os remos podem ser usados em competições?

Depende do regulamento. As construções de madeira reforçadas com vidro ou carbono podem ser compatíveis com algumas regras, mas a unidade precisa ser verificada.

Como conservar um remo Vettore?

Lave com água doce, deixe secar à sombra, utilize capa, evite calor excessivo e repare rapidamente qualquer dano no acabamento.

Como encomendar?

O contato atual é realizado pelo Instagram oficial da Vettore Remos e pelo telefone comercial divulgado nos guias especializados: (21) 98675-5390.

Fontes consultadas